Norte e Centro-Oeste são regiões com menor consumo de gás natural no País

gasodutoMANAUS – Dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) apontam que o Amazonas consumiu, em julho, 3,595 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) de gás natural. O Estado é o único do Norte na lista de mercado consumidores, o que coloca a região com o segundo menor volume do País, à frente apenas do Centro-Oeste, que consumiu 2,9 milhões de m³/dia.

A pesquisa apontou que, no Amazonas, grande parte do gás natural é direcionado para a geração de energia elétrica. Em julho, a atividade demandou 3,540 milhões de m³/dia de gás. O restante do total diário do mercado amazonense é distribuído entre as áreas industrial (36,6 mil m³/dia), postos automotivos (10,9 mil m³/dia), comercial (0,3 mil m³/dia) e como matéria-prima (7,2 mil m³/dia).

A Região Sudeste permanece na liderança entre os mercados consumidores de gás natural no país, com volume médio diário de 48,9 milhões de metros cúbicos (m³/dia) registrado em julho. O Nordeste aparece como o segundo maior mercado consumidor de gás natural no Brasil, segundo a Abegás, com 15,4 milhões de m³/dia em julho. A região Sul consumiu 6,4 milhões de m³/dia.

Em todo o país, o consumo de gás natural subiu 10,9% nos sete primeiros meses deste ano. Em comparação ao mês anterior, o crescimento apurado foi de 3,3%. De acordo com a entidade, o consumo foi impulsionado pelas usinas termelétricas, que continuam operando à carga máxima. A geração elétrica aumentou 14,3% no acumulado janeiro/julho.

A pesquisa mostra que a utilização de gás natural pela indústria cresceu 2,1% em julho, em relação a junho, com alta de 1,44% entre janeiro e julho. O segmento automotivo acusou retração de 3,2% no consumo de gás natural este ano, até julho, e encerrou o sétimo mês de 2014 com queda de 0,02%, em relação ao mês anterior.

O presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon, advertiu para a perda de competitividade industrial no país, envolvendo, especialmente, as indústrias que fazem uso intensivo do gás natural. Salomon acredita que o resultado desses consumidores poderá ser comprometido nos próximos meses em função da retirada, desde o último dia 1º de agosto, do desconto de 1,57% da Petrobras no gás natural. Ele defende que o governo deve “repensar a política energética do país”.

No segmento residencial, houve queda de 6,9% no uso do gás natural em julho contra junho e de 4,7% nos sete primeiros meses do ano. Já no setor comercial, foi observada alta de 1,6% no acumulado janeiro/julho e redução de 4,1% entre julho e junho deste ano. A Abegás informou, ainda, que a cogeração a gás evoluiu 3,78% de janeiro até julho deste ano, com incremento de 1,26% na comparação julho/junho.

Fonte: Portal Amazônia

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