Número de desempregados do País fica estável em 6,7 milhões de pessoas

ctpsO desemprego nacional, medido pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, fica estável em 6,7 milhões de pessoas no terceiro trimestre deste ano. A taxa de desocupação foi estimada em 6,8% pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Esse é o mesmo valor do segundo trimestre deste ano, e quase estável em relação ao terceiro trimestre do ano passado (6,9%).

Já o nível da ocupação para o mesmo período (56,8%) permaneceu estável frente ao 2º trimestre do mesmo ano (56,9%) e em relação ao 3º trimestre de 2013 (57,1%).

No 3º trimestre de 2014, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, com avanço de 1,5 ponto percentual em relação ao 3º trimestre de 2013.

As regiões Norte (65,6%) e Nordeste (63,0%) mostraram os menores percentuais nesse indicador. No 3º trimestre de 2014, a região Nordeste foi a que apresentou a maior taxa de desocupação, 8,6%, e a região Sul, a menor, 4,2%.

Em relação ao 3º trimestre de 2013, a taxa da região Nordeste caiu 0,4 ponto percentual. A região Norte destacou-se com redução no mesmo período de 0,6 ponto percentual, de 7,5% passou para 6,9%, e igualou-se pela primeira vez na série histórica à taxa da região Sudeste (6,9%).

Desemprego por grupos

Foram verificadas ainda diferenças significativas na taxa de desocupação entre homens (5,7%) e mulheres (8,2%).

A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade, 15,3%, apresentou patamar elevado em relação à taxa média total (6,8%).

Este comportamento foi verificado em todas as cinco grandes regiões, onde a taxa oscilou entre 10,2% no Sul e 19,1% no Nordeste.

Já nos grupos de pessoas de 25 a 39 e de 40 a 59 anos de idade este indicador no país foi de 6,4% e 3,4%, respectivamente.

Trabalhadores por conta própria

A população ocupada, no 3° trimestre de 2014, era composta por 69,8% de empregados, 4,1% de empregadores, 23,3% de trabalhadores por conta própria e 2,8% de trabalhadores familiares auxiliares.

Ao longo da série histórica da pesquisa essa composição não se alterou significativamente. Nas regiões Norte (30,2%) e Nordeste (29,4%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões. O mesmo foi constatado para os trabalhadores familiares auxiliares: 7,1% na região Norte e 4,3% na região Nordeste (4,3%).

Carteira assinada

No 3º trimestre de 2014, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, apresentando avanço de 2,7 pontos percentuais em relação a igual trimestre de 2012. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 32,0% tinham carteira de trabalho assinada, no mesmo trimestre do ano passado, eram 29,9%. Os militares e servidores estatutários correspondiam a 68,2% dos empregados do setor público.

A proporção de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada aumentou em todas as regiões na comparação com igual trimestre de 2013. Norte (65,6%) e Nordeste (63,0%) mostraram percentuais inferiores aos das demais regiões. A comparação com o 3º trimestre de 2012 apontou aumento maior na região Nordeste, onde o indicador passou de 59,2% para 63,0%.

Homens e mulheres empregados

No 3º trimestre de 2014, as regiões Centro-Oeste (61,6%) e a Sul (61,1%) foram as que apresentaram os maiores níveis da ocupação (percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar) e a região Nordeste, o menor (51,9%). O indicador foi estimado em 68,3% para os homens e 46,3% para as mulheres.

O comportamento diferenciado deste indicador entre homens e mulheres foi verificado nas cinco grandes regiões, com destaque para o Norte, onde a diferença entre homens (71,0%) e mulheres (43,1%) foi a maior (27,9 pontos percentuais), e a Sul, com a menor diferença (19,4 pontos percentuais), sendo 71,2% para os homens e 51,8% para as mulheres.

No 3º trimestre de 2014, o nível da ocupação do grupo etário de 25 a 39 anos foi estimado em 75,8%, e para o grupo etário de 40 a 59 anos em 69,6%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esta estimativa era 57,7%. Entre os menores de idade (de 14 a 17 anos) esta estimativa foi 15,7%, enquanto entre os idosos (60 anos ou mais), 21,9%. As diferenças regionais são expressivas. O nível da ocupação dos jovens de 18 a 24 anos nas regiões Sul e Centro-Oeste ficou próximo ao observado para a população adulta no Nordeste (25 a 59 anos).

Em geral, nos grupos com níveis de instrução mais altos, o nível da ocupação era mais elevado. No 3º trimestre de 2014, aproximadamente um terço (31,9%) das pessoas sem nenhuma instrução estava trabalhando. Já entre aqueles com curso superior completo, o nível da ocupação chegou a 79,7%.

Nordeste continua com o maior percentual de pessoas fora da força de trabalho

No 3º trimestre de 2014, no Brasil, 39,1% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas como fora da força de trabalho, ou seja, aquelas que não estavam ocupadas nem desocupadas na semana de referência da pesquisa.

A região Nordeste apresentou o maior percentual de pessoas fora da força de trabalho (43,2%), e as regiões Centro-Oeste (34,9%) e Sul (36,2%), os menores. Esta configuração não se alterou significativamente ao longo da série histórica. As mulheres eram maioria nessa população: 66,3% no 3º trimestre de 2014. Em todas as regiões o comportamento foi similar. Aproximadamente um terço (34,4%) da população fora da força de trabalho era idosa (com 60 anos ou mais de idade). Aqueles com menos de 25 anos de idade eram 29,1% e os adultos (25 a 59 anos) eram 36,5%.

Fonte: R7

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