O que pode estar por trás das reportagens sobre Glaucione e as eleições 2016!?

Vi, recentemente, no site Jornal Capital do Café, uma reportagem em que o articulista conclama a deputada para que não saia candidata a prefeita de Cacoal e alega que, se ela disputar as eleições e vencer (o que é muito provável, dado o seu grande prestígio), a cidade estaria perdendo.

Mas alto lá! De que prejuízo estamos falando? Alguns dirão:sem ela no parlamento, a cidade não irá conseguir tantas emendas. Mas o que não está sendo levado em consideração é que, com o prestígio de um trabalho sério que efetuou ao longo desses anos, Glaucione tem condições de obter várias emendas, indiretamente, através de seus colegas parlamentares.

Eu não vejo prejuízo algum caso ela seja eleita, desde que consiga, como acreditamos, fazer uma grande administração. É claro que algumas pessoas pensam, realmente, que sua eleição desfalcará a Assembleia Legislativa de uma representatividade forte para Cacoal. Respeito esse ponto de vista. Não obstante, permitam-me fazer as seguintes perguntas:

1 – De que adianta ela permanecer no parlamento, conseguir algumas emendas, se por falta de boas opções a população escolher alguém que vá mergulhar a cidade no atraso?

2 – Os que pedem que ela não saia candidata estão realmente preocupados com a cidade ou com a possibilidade de que ela, pela força que tem, vai obstar seus interesses de chegar ao poder?

Pensemos nisso. Pode ser que quem argumenta eventuais prejuízos em caso de uma candidatura da deputada esteja mesmo preocupado com o fato de que seu candidato, seja ele ou ela, não teria a menor chance de ser eleito com a hipótese de Glaucione se candidatar.

Eu penso que é melhor perder uma deputada por um período de dois anos e ter uma prefeita comprometida com boas práticas políticas e gestão eficiente do que corrermos o risco de elegermos alguém que vá afundar Cacoal por falta de competência administrativa.

Eu sei que Cacoal e o país vive momentos difíceis e seja quem for o eleito ou eleita não conseguirá fazer milagres. Mas se conseguirmos eleger alguém pelo menos que tenha condições de manter diálogo proativo com a sociedade e com a Câmara, as chances de a cidade pelo menos retomar o ritmo de crescimento são boas.

Não precisamos de um prefeito ou prefeita que faça milagres, mas que tenha noção do que é prioridade e saiba aplicar bem os recursos. Claro que o Município não terá condições de resolver todos os problemas em um curto prazo de quatro ou oito anos de um eventual futuro mandato. Contudo, se tivermos a sorte de eleger alguém que saiba ouvir os anseios da população e estabelecer prioridades, aí, já teremos meio caminho andado.

Sei que faltam ainda dois anos para as próximas eleições, mas já temos de pensar no futuro do Município. Eu não vejo essa hipótese de a cidade ficar dois anos sem mandato parlamentar na Assembleia Legislativa como impedimento para uma eventual candidatura de Glaucione Rodrigues

Autor: Daniel Oliveira da Paixão

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