Obra de presídio em Ariquemes está parada há 4 anos

presidio-ariA nova unidade prisional de Ariquemes, localizada na BR-364, distante 15 quilômetros da zona urbana, começou a ser construída há quatro anos, porém até hoje não foi finalizada. Segundo o Ministério Público (MP), uma ação civil pública foi ajuizada no final de 2014 para que o poder público retomasse as obras.
Mato e entulho tomam conta de todo o pátio da unidade prisional, que teria capacidade para 360 presos.

O trabalho de construção do presídio teve início no ano de 2010 e diversas empresas construtoras passaram pelo local, porém, por problemas com o pagamento, a obra foi paralisada diversas vezes. “A nova unidade prisional já está construída e cerca de 80% da obra já foi concluída, para que ali pudesse servir a sociedade de Ariquemes. O Ministério Público de Rondônia tem acompanhado de perto a conclusão desta obra, porém, por entraves burocráticos, há uma sucessiva troca de empresas construtoras”, disse o promotor Rodrigo Leventi Guimarães.

As portas da entrada do presídio estão com as trancas quebradas. Em um cômodo da construção parada é possível encontrar materiais para construção. Em outro, uma cama com colchão e uma televisão, onde possivelmente ficava um guarda. Até mesmo roupas foram encontradas em uma ala, junto com latas amassadas, indicando o uso de entorpecentes no local.

NÚMEROS

A atual Casa de Detenção de Ariquemes tem capacidade para 110 presos, porém, atualmente se encontra com mais de 300. “A sociedade não pode esperar eternamente essa conclusão, então, a par disso, reunindo documentos suficientes para demonstrar esse fato, foi ajuizada no final de 2014 uma ação civil pública, com um pedido de liminar para que em 60 dias o estado de Rondônia promova a conclusão dessa unidade prisional”, afirmou Guimarães.

De acordo com o promotor, não houve nenhuma manifestação por parte do governo sobre a manifestação da promotoria. A direção da Casa de Detenção de Ariquemes informou que está prevista para esta semana uma reunião com a Secretaria Estadual de Justiça para que seja discutida a conclusão da obra.

Fonte: Diário da Amazônia

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