Oiapoque faz barreira sanitária para combater vírus chikungunya

oiapoqueEquipes do Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro, de Endemias e Defesa Civil montaram uma barreira sanitária no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, localizado na BR-156. O objetivo é controlar a infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e chikungunya. De acordo com a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS), o município registrou 15 casos confirmados e 315 casos suspeitos da doença. A prefeitura decretou situação de emergência por causa do aumento elevado no número de notificações do vírus.

Carros, ônibus e caminhões com destino a Macapá e a outros municípios do estado estão recebendo borrifação de veneno para evitar que o mosquito chegue a outras áreas. Passageiros são obrigados a usar repelente antes de seguir viagem.

O chefe do 4º Distrito da PRF no Amapá, Aldo Balieiro, explicou que, como a parada de veículos no posto é obrigatória, a chance de o mosquito infectado seguir no interior deles é menor.

“O nosso papel está sendo nesse sentido, apoiar as equipes de combate epidemiológico que realizam esse trabalho mais específico, que é aplicar os inseticidas nos veículos e orientar a população sobre os cuidados que devem ser tomados”, disse.

De acordo com o secretário executivo da Defesa Civil estadual, tenente coronel Alexandre Veríssimo, a preocupação das autoridades de saúde é evitar que a doença se espalhe para outras municípios.
“Estamos realizando o trabalho de bloqueio vetorial no posto da PRF por ser um local estratégico. Essa ação vai ser contínua e garantirá o controle sanitário tanto na entrada como na saída do município” explicou.

Na área urbana de Oiapoque, militares do Exército Brasileiro auxiliam os agentes de endemias nas visitas às residências, em busca de novos casos e na coleta de lixo nas ruas e quintais.

De acordo com o comandante do 34º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) e Comando de Fronteira do Amapá, coronel Alexandre Ribeiro, ao menos 50 militares foram recrutadas para ajudar na ação de combate ao Aedes.

“Nós participamos de uma reunião em Macapá com os orgãos de saúde do município e do estado junto com as demais corporações envolvidas nessa força tarefa. Os soldados convocados participaram de um treinamento teórico e prático, que ocorreu na Companhia do Exército, em Oiapoque, onde receberam informações sobre a doença e como realizar os trabalhos de prevenção, tanto na área urbana como também na base militar, em Clevelândia do Norte”, falou.

As ações começaram pelo bairro Nova Esperança. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a área foi uma das que mais apresentou notificações da doença na cidade. Em uma única rua, moradores em mais de dez casas estão com suspeitas da doença.

O titular da secretaria, Oscar Moraes, informou que os trabalhos de bloqueio vetorial, como o uso do fumacê, foram intensificados. Ele ressaltou que a proliferação do mosquito, no entanto, está diretamente associada à sujeira da cidade.

“Não adianta aplicar o inseticida equivocadamente se a cidade continua suja e se esse morador não faz a parte dele. Precisamos conscientizá-los sobre a situação, que já é considerada uma epidemia de chikungunya no município”, alertou.

Fonte: G1

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