Operários reivindicam pagamento de salário na obra da UPA de Ariquemes

upa-ariOperários que atuam na construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ariquemes (RO), a cerca de 200 quilômetros de Porto Velho, fizeram um manifesto na quinta-feira (5), reivindicando o pagamento do salário referente ao mês de fevereiro. Os manifestantes dizem que a prefeitura teria atrasado o pagamento à empresa responsável pela obra. O Núcleo de Engenharia do Executivo municipal negou que houve atraso e informou que segue os trâmites normais para remunerar a empreiteira.

Segundo o mestre de obras, Claudilson Gonçalves Teles, além de não conseguir pagar os salários atrasados, a empresa está impossibilitada de comprar materiais básicos de construção, pela falta de pagamento. “A geladeira da nossa casa está vazia e precisamos alimentar nossos filhos. Não podemos ficar sem receber. Vamos todos os dias na obra, mas por falta de recebimento, a empresa também não comprou mais cimento, e estamos parados há mais de dois dias”, relatou.

O empresário, proprietário da empreiteira responsável pela obra, Silvio Jorge Barroso, disse que a construção da UPA está 50% concluída, mas ameaçou paralisar os serviços, caso a prefeitura não liquide as supostas dívidas. “Se não efetuar o pagamento na semana que vem, vou paralisar a obra”, afirmou.

O gerente de atividades urbanas do Núcleo de Engenharia da prefeitura, Hugo Lopes, garante que o pagamento à empreiteira não está atrasado. De acordo com Hugo, a cada etapa concluída da construção, a empresa protocola um relatório discriminado de todos os serviços executados e, em seguida, uma equipe de fiscalização confere se as medições são compatíveis com o que foi apresentando no relatório.

O relatório, conforme informou o gerente, foi protocolado há cinco dias pela empreiteira e a ordem de pagamento está seguindo os trâmites normais. A previsão é que o dinheiro seja liberado até a próxima segunda-feira (9).

As obras da UPA tiveram início em abril do ano passado, com previsão de entrega no prazo de oito meses. No entanto, em julho, a empreiteira responsável pela construção do prédio, paralisou a obra, alegando falta de pagamento. Na época, a prefeitura argumentou que a equipe de engenharia estava realizando análise da planilha de gastos para fazer adequações no projeto feito pela empresa. Os serviços foram retomados no fim de dezembro de 2014.

O projeto da unidade é orçado em mais de R$ 2 milhões, com recursos do governo federal. Depois de concluída, a UPA terá atendimento 24 horas por dia e capacidade para atender cerca de 300 pessoas diariamente.

Fonte: G1

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