Para fugir da morte, mulher corre de roupa íntima pela rua, mas é alcançada pelo ex, que tenta enforcá-la em árvore

A covardia sem fim contra as mulheres ganha novos contornos a cada dia, com cenas até então inimagináveis. Em Vilhena, uma mulher quase foi morta pelo ex-companheiro, conseguiu escapar das mãos dele, pular um portão e correr pela rua só de roupa intima, gritando por socorro. Com uma corda à mão, o meliante com quem ela foi casada ainda correu atrás dela, a alcançou e tentou enforcá-la em uma árvore, mas a vizinhança chamou a POlícia Militar, que chegou a tempo de salvar a vida dela. Em forma de desabafo, a advogada Carol Andreazza, fundadora de uma conhecida página de vendas no Facebook, postou em seu perfil pessoal numa outra rede social a imagem chocante de uma vítima de agressão por parte do ex-companheiro.

Na legenda, Carol relatou que as agressões ocorreram pelo fato de o homem não aceitar o fim do relacionamento e ter se aproveitado que a vítima dormia, para se sentar sobre seu corpo e desferir inúmeros socos contra a face da mulher, que ficou parcialmente desfigurada.

Em entrevista ao site FOLHA DO SUL ON LINE, a vítima, de 29 anos, que trabalha como auxiliar de contabilidade em Vilhena ela relatou que já está separada do agressor há dois meses, porém, por terem bens que ainda precisam ser vendidos, ainda dividiam o mesmo teto.

A vítima disse ainda que, na madrugada de domingo, 4, o jovem, de 28 anos, invadiu seu quarto e, após socá-la várias vezes na face, a amarrou e desferiu inúmeros chutes contra seu corpo.

Na tentativa de acalmar o ex, que a todo momento afirmava que iria matá-la, a jovem passou a se culpar pelo fim do relacionamento e afirmar que não iria mais se separar, até que o agressor a soltou, momento que ela, apenas de roupas íntimas, conseguiu pular o portão do imóvel e fugir gritando por socorro na rua.

Seguindo a mulher com uma corda nas mãos, o agressor a alcançou e tentou enforcá-la em uma árvore, até que os vizinhos chamaram a Polícia Militar, que prendeu o homem em flagrante.

Ainda segundo a mulher, durante o relacionamento de quatro anos, seu companheiro já havia tentado lhe estrangular com as próprias mãos há cerca de um ano e três meses. Como uma grande parte das mulheres agredidas pelo companheiro, ela disse que, por dó, acabou não dando continuidade à denúncia, mas se arrepende, e decidiu tornar o caso público para encorajar outras mulheres que sofrem com relacionamentos abusivos a não se calarem.

Fonte: Folha do Sul

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