Pará tem mais de 80 casos registrados da doença de Chagas

barbeiroO número de pessoas atingidas pela doença de Chagas em 2014 no Pará já chega a 88, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). A maior incidência é em Belém, com 20 casos confirmados até o último dia 17. A maioria dos casos diagnosticados (80%) ocorreu por ingestão de alimentos contaminados, principalmente o açaí.

Outros municípios que também têm casos registrados são: Barcarena, Curralinho, Muaná, Abaetetuba, São Sebastião da Boa Vista, Breves, Limoeiro do Ajuru, Bragança, Cametá, Moju, Ponta de Pedras, Irituia, Acará, Curuçá, Ananindeua e Santarém Novo.

No mesmo período do ano passado, 133 pessoas apresentaram a doença, o que configura uma redução de 33,83% de incidência. No mesmo período do ano passado, a capital paraense registrou 26 casos, configurando uma redução de 23,07% de incidência da doença.

Casos

Os pacientes encontram-se sob tratamento e acompanhamento de profissionais do Instituto Evandro Chagas (IEC). É possível que outros casos associados a este surto sejam detectados, tanto pelo Laboratório de Doença de Chagas (Lab-Chagas) quanto por outros laboratórios da rede de saúde pública.
As investigações deste surto estão sendo realizadas pelo IEC/Lab-Chagas, Sesma e Sespa.

Doença de Chagas Aguda

Quando identificada e tratada precocemente, a doença tem amplas chances de cura e controle. A doença é transmitida por insetos conhecidos como “barbeiros”, que no seu intestino abrigam um protozoário denominado Trypanosoma cruzi. Este protozoário, quando eliminado junto com as fezes dos insetos pode contaminar o homem.

No Pará, a forma de transmissão mais comum da doença acontece pela ingestão de alimentos contaminados, como o açaí. As alternativas de contaminação seriam as seguintes: “Barbeiros” infectados podem voar de matas vizinhas para os pontos de processamento de açaí, atraídos pela luz e caindo dentro da máquina e são triturados com os frutos.

Fonte: G1

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