PF desarticula duas quadrilhas durante operações em Rondônia

PFDuas quadrilhas especializadas no tráfico internacional de drogas e no garimpo ilegal de pedras preciosas em terras indígenas foram desarticuladas, nesta quinta-feira (5), através da Operação Alpargatas e Olhos de Diamante, em Rondônia. De acordo com a Polícia Federal (PF), os criminosos agiam na cidade de Guajará-Mirim (RO), fronteia com a Bolívia. Ao todo, foram cumpridos 44 mandados de prisões preventivas, seis conduções coercitivas e 33 de busca e apreensão.

As investigações começaram em setembro de 2014, a partir de informações de que duas organizações criminosas atuavam recebendo drogas de fornecedores bolivianos e transportando para os centros consumidores. Os policiais federais cumpriram os mandados nas cidades de Guajará-Mirim, Buritis (RO), Ariquemes (RO), Porto Velho, Altamira (PA) e Fortaleza (CE).

Ainda de acordo com a PF, as operações Alpargatas e Olhos de Diamante são distintas. A Alpargatas foi deflagrada com a finalidade de combater o tráfico internacional de drogas. Já a Olhos de Diamante tem o objetivo de investigar a ação de um grupo especializado em extração mineral ilegal de pedras preciosas em terras indígenas, na região do Rio Pacaás Novos, na zona rural de Guajará-Mirim.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (5), o delegado da PF, Mateus Arcas, explicou que os envolvidos nas investigações das operações irão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação criminosa para o tráfico, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, crimes ambientais, usurpação de patrimônio da União, além de outros possíveis crimes que estão sendo investigados.

“Em Guajará-Mirim, parcialmente participaram das operações 60 agentes federais e foram apreendidos 131 kg de entorpecentes, R$ 365 mil em espécie, vários veículos, armas, além de seis prisões preventivas e três conduções coercitivas de testemunhas que prestaram depoimentos e foram liberadas. Os presos serão ouvidos e posteriormente encaminhados ao presídio do município, onde estarão à disposição da Justiça Federal”, declarou o delegado.

Arcas também comentou como as quadrilhas agiam, para conseguir a droga na Bolívia e transportar para os compradores finais.

“Os modos operantes das duas quadrilhas era o mesmo, onde eles utilizavam transportadores bolivianos e brasileiros, com a droga adquirida em Guayamerín, município boliviano. Em Guajará-Mirim havia intermediários e articuladores que faziam o contato com o fornecedor, enviando dinheiro ou recebendo a droga. Na sequência, eles negociavam o transporte da droga para os centros consumidores, no Pará e Nordeste. A droga era transportada via terrestre, em carros e caminhões, até o destino final. O garimpo ilegal também era financiado por traficantes de drogas”, concluiu.

PF1Fonte: G1
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