Piramutaba em cativeiro é opção para piscicultura

peixesNo início deste ano, o Laboratório de Reprodução de Peixes da Hidrelétrica Santo Antônio conseguiu realizar, pela primeira vez no Brasil, a reprodução em cativeiro da piramutaba.

Parte dos alevinos que nasceram, cerca de 1,5 mil peixinhos, foram levados no mês de abril para se desenvolverem no projeto de piscicultura da Vila Nova de Teotônio, localizada a 40 quilômetros da capital. A boa notícia é que os peixes se desenvolveram bem nestes primeiros sete meses, se alimentando de ração nos tanques de piscicultura. “Depois da reprodução em cativeiro, nosso segundo desafio é conseguir um bom desenvolvimento desses alevinos de piramutabas nos tanques de piscicultura, afinal, no rio, eles se alimentam de pequenas larvas e de alevinos de outras espécies. Nos tanques, estão se alimentando de ração”, explica o biólogo Kaio Ribeiro, coordenador de Meio Ambiente da Santo Antônio Energia. “Constatamos que os peixes estão bem, saudáveis e com bom estado corporal. Esta conquista está sendo essencial para aprendermos mais sobre a biologia e o comportamento da espécie, abrindo caminho para a reprodução em cativeiro dos grandes bagres migradores da Amazônia, como a Dourada, o Filhote e o Babão, espécies alvo dos trabalhos do laboratório, devido a sua importância econômica para a comunidade ribeirinha”, acrescenta o coordenador.

A expectativa é de que em abril do próximo ano, as piramutabas atinjam o peso e o tamanho ideais para que possam ser doadas para alguma instituição assistencial de Porto Velho.

A piramutaba, que é um dos bagres migradores da Amazônia, considerada a “prima da Dourada”, é um peixe de grande porte que pode alcançar um metro de comprimento e até 10 quilos.

 

Fonte: Assessoria

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