Plano incentiva setor turístico de Rondônia

TurismoO tempo chuvoso tornou mais aconchegante, na manhã de terça-feira (8) o lançamento do Plano de Incentivo ao Turismo, do Conselho Empresarial de Turismo (Conetur), para os polos de Porto Velho, Ouro Preto do Oeste, Pimenta Bueno e Guajará-Mirim.

Em ato festivo no Mercado Cultural, três apresentações de boi-bumbá, quadrilha e samba animaram o café da manhã com mesa farta de pupunha, tapioca, tucumã, geleia, bolos, pão de queijo, entre outros produtos.

A Superintendência Estadual de Turismo (Setur), Federação do Comércio de Rondônia (Fecomércio), prefeitura de Porto Velho e o Sebrae são parceiros no apoio às atividades do Conetur.

O historiador Anísio Gorayeb, autor do livro Doces lembranças, mencionou a construção do prédio do primeiro mercado municipal em 1916. Restaurado, depois de ameaçado de demolição, ele se denomina atualmente Mercado Cultural.

Gorayeb mencionou outros aspectos: o obelisco da Praça Getúlio Vargas surgiu antes dela; na sede administrativa da Universidade Federal de Rondônia desde 1983 funcionava o Porto Velho Hotel, por onde passaram celebridades nacionais em cativantes momentos, a partir de 1966.

O superintendente estadual de Turismo, Júlio Olivar, disse que o ato foi o primeiro passo importante para tornar Porto Velho um ponto turístico no qual os atrativos recebam mais investimentos.

Locais Atrativos

“A valorização das belezas naturais de Rondônia é um presente para sua gente; não faz muito tempo, o setor era subestimado”, disse Olivar. O Vale do Apertado localiza-se no município de Pimenta Bueno, a 500 quilômetros de Porto Velho. Com mata exuberante e 16 cachoeiras e quedas-d’água que variam de oito a 70 metros. Nessa área, o relevo acidentado permite atividades de arborismo, boiacross, rappel, escaladas, tirolesa, rafting [prática de descida em corredeiras em equipe utilizando botes infláveis], trekking [caminhada dentro da mata], cascading [travessia de cascatas], canyoning [atividades desenvolvidas ao longo dos cannyons], etc.

Um dos cannyons mais bonitos do País fica entre os rios Comemoração e Barão do Melgaço. Ambos descem cortando a rocha. Várias trilhas passam por trechos onde, em alguns pontos, com apenas dois metros de largura, o rio chega a ter 45 metros de profundidade.

“Município verde” na fronteira com a Bolívia

Em Guajará-Mirim (fronteira brasileira com a Bolívia), a 362 quilômetros de Porto Velho, funciona o Museu Municipal, que expõe objetos e história da extinta Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Catraias (embarcações fluviais)cruzam as águas do rio Mamoré. Do outro lado, o rio Beni dá nome à região amazônica boliviana.

Seus atrativos naturais contribuíram para a classificação de “município verde”, título recebido em 2009 no Rio de Janeiro, pelo Instituto Ambiental Biosfera, em razão do mosaico de áreas protegidas.

Com área de 24,8 mil quilômetros quadrados, Guajará-Mirim é um dos maiores municípios brasileiros em áreas preservadas. Seu território é maior que o Estado de Sergipe, que tem 21,9 mil Km².

Regionalmente, sob influência desse município, a Festa do Divino também atrae visitantes. Acontecimentos populares também se destacam: o Duelo na Fronteira, o Festival Internacional de Bandas e Fanfarras, o Festival Internacional de Teatro e o Encontro dos Filhos de Guajará-Mirim.

A 332 quilômetros da capital, Ouro Preto do Oeste originou-se do nome do seringal Serra de Ouro Preto, cujo dono, Vicente Sabará Cavalcante, desbravou a região. Começou em meados dos anos 1960, quando o Incra desapropriou terras para criar um projeto que também utilizou o nome do seringal.

Fonte: Assessoria

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA