Porto Velho sai de situação de risco de epidemia de dengue

denguePORTO VELHO – A capital rondoniense é uma das cidades brasileiras em situação de alerta para a dengue. Foram 158 casos registrados até outubro. Mas o problema já foi pior. Em 2013, com 671 casos registrados, a cidade tinha risco de epidemia. O secretário municipal de saúde, Domingos Sávio, avalia como positivo o combate que é feito conta a doença e disse que a meta agora é alcançar índice satisfatório.

O último Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) aponta que das 1.463 cidades pesquisadas, 533 municípios brasileiros estão nesta mesma situação que Porto Velho. Outros 117 estão em situação de risco para epidemia e 813 conseguiram obter índice satisfatório, quando a infestação é menor que 1%.

No caso de Porto Velho, menos de 3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito. O que acende a luz amarela para evitar que o problema avance. O secretário municipal de saúde explica que a principal estratégia usada no combate da proliferação do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti, é agir nos bairros com maior infestação.

Fazem parte desta lista os bairros Santa Bárbara, JK, São Sebastião; Cohab Floresta; Tancredo Neves; Jardim Santana e Costa e Silva. Bairros que já estão sendo visitados pela equipe da Semusa. ‘‘ Saímos de risco para alerta e agora vamos sair do alerta. Primeiro fazendo LIRAa trimestrais que é quando visitamos todas as casas para saber como está a média da situação de focos’’. E é com base nesses dados que é feito o planejamento de combate.

Criadouros

Na região Norte, lixos (46,6%) são os principais criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti. Em seguida estão os depósitos domiciliares (28%) e abastecimento de água (25,4%). No Sul, os lixos também respondem pela maioria dos criadouros. No Nordeste e Centro Oeste, o abastecimento de água é onde há a maior proliferação do mosquito. Já no Sudeste prevalecem como criadouros os depósitos domiciliares.

‘‘Em Porto Velho, os criadouros estão dentro de domicílios: 65% deles. Nas caixas d’água e nos quintais que não são limpos’’, afirma o secretário. Para eliminar esses criadouros a Semusa aposta em campanhas tendo como principal alvo os estudantes. “Vamos mostrar para a criança que o mosquito dentro da casa dele vai trazer a doença para ele e os familiares. E assim eles convençam os pais a limparem os domicílios”.

Chikungunya

Além do combate à dengue, a campanha nacional do Ministério da Saúde que iniciará no próximo dia 15 também se mobilizará contra chikungunya, as duas doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. No Brasil, já foram registrados até 25 de outubro 824 casos de Febre Chikungunya, nenhum deles em Rondônia, mas a nova doença preocupa.

“A grande preocupação que a gente tem é com a Chikungunya. Preocupa pela gravidade, já que dependendo da imunidade da pessoas ela pode levar a problemas neurológicos e pelo tempo. Ao contrário da dengue que em uma semana pode está solucionada, a Chikungunya pode demorar de um mês a anos’’. A Semusa realiza ações como distribuição de panfletos, folders, banners alertando sobre a prevenção da doença.

Redução

Segundo o Ministério da Saúde, de janeiro a outubro de 2014 foram registrados 556.317 casos de dengue em todo o país contra 1.427.753 no mesmo período de 2013. O que representa uma redução de 61%. Rondônia ainda conseguiu uma queda maior dos casos da doença, a diminuição foi de 82%.

Nos primeiros 10 meses deste ano, foram registrados 1.470 casos, enquanto que no mesmo período de 2013 foram 8.056. O número de óbitos em decorrência da dengue caiu de cinco para dois. No Brasil, a redução foi de 646 para 379.

Assim como a capital de Rondônia, outras três capitais da região amazônica – Cuiabá, São Luís e Belém, – também apresentam situação de alerta para dengue. Ainda fazem parte desta lista Porto Alegre, Vitória, Maceió, Natal, Recife e Aracaju.

Programação de combate a dengue nos bairros de Porto Velho

Roque – 5 e 6 de novembro/11 de novembro (2º) e 24 de novembro (3º)
Ronaldo Aragão – 5,6,7 e 10 de novembro/12 e 13 de novembro (2º)/ 25 e 26 de novembro
Cohab – 4,5,6,7,10,11 e 12 de novembro/12,13,14,17 e 18 de novembro (2º)/ 24,25,26,27 e 28 de novembro (3º)
Tancredo Neves – 4,5,6,7,10,11 e 12 de novembro (1º)/14,17 e 18 de novembro (2º) e 25,26 e 27 de novembro (3º)
JK – 6,7,8,9 e 10 de novembro
Jardim Santana – 13,14,17,18,19,20,21,24,25,26,27 e 28 de novembro/27,28/11 e 1 de dezembro (2º)
São Sebastião – 6,7,8,9 e 10 de novembro (1º)/ 27,29,29 e 30 de novembro (2º).

Fonte: Portal Amazônia

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA