Preservação da floresta pode ser fonte de recursos no Amapá

preservaçaoA manutenção de áreas florestais no Amapá poderá gerar fonte de recursos e compensações. A proposta é de pesquisadores do Amapá, Pará, Guiana Francesa e França, que debatem como o mecanismo pode ser implantado no estado. A modalidade, chamada de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), propõe conceder incentivos financeiros ou compensações a pessoas que auxiliam na conservação do meio ambiente.

Um encontro ocorrido na Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) no Amapá levantou a discussão que pretende traçar estratégias sobre como a medida pode ser colocada em prática no estado.

Os Pagamentos por Serviços Ambientais buscam recompensar pessoas, entidades ou iniciativas que preservam o meio ambiente com a intenção de fomentar os recursos naturais. Um produtor, por exemplo, que mantém a propriedade rural conservada, consequentemente mantém a floresta captando carbono da atmosfera, algo considerado como um serviço natural.”O pagamento pode não ser necessariamente em dinheiro, mas como um benefício concedido a essa pessoa que mantém a floresta em pé. Recompensamos as pessoas ou uma iniciativa que procura fazer a manutenção do meio ambiente”, explicou a pesquisadora da Embrapa Amapá Eleneide Sotta.

O desafio de ambientalistas é incentivar a prática, tanto da pessoa que poderá auxiliar na manutenção direta da natureza, quanto da parte pagadora do serviço. “Esse mecanismo não é fornecido formalmente por legislações, mas a medida é praticada individualmente com voluntários públicos ou privados que fazem as compensações com os agentes de conservação”, afirmou Eleide.

No Amapá, um modelo de incentivo semelhante ao PSA é o programa Pro-Extrativismo, do governo do estado. A medida garante incentivos financeiros a agricultores que utilizam recursos da floresta na produção e ao mesmo tempo procuram preservá-la para manter o ciclo da cadeia produtiva.

Fonte: G1

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