Produtores de Cacoal têm queda nas vendas

produtor-cacoal“Neste mês de janeiro teve menos movimento, agora temos esperança de fevereiro para frente”, disse o produtor rural Cláudio da Silva, que vende hortaliças na feira livre de Cacoal, para supermercados da cidade e ainda abastece os municípios vizinhos como Rolim de Moura. Para ele, que tem uma plantação de aproximadamente 30 mil pés de verduras como alface, almeirão, rúcula e agrião, faz diferença a redução. “Ano passado eu vendia uma média de 300 maços em cada feira e neste ano consegui 200”, explicou.

Para oferecer estratégias que favoreçam a multicultura no campo e o agricultor saiba a conviver com esta sazonalidade da produção e não sejam acarretadas consequências econômicas, é que o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Cacoal mantém ativo há cerca de oito anos o setor de políticas agrícolas. “Incentivamos a permanência desses trabalhadores na área rural e sempre que nos procuram apontamos algumas medidas que podem ser tomadas”, explicou Manoel Cordeiro Neto que é diretor no órgão.

No caso específico em que há produção e a demanda não corresponde, Manoel informou que os agricultores da região podem recorrer aos serviços da Cooperativa Agropecuária de Produtores e Agricultores Familiares de Cacoal, que intermedia e estreita os contatos entre compradores e vendedores. “Lá o agricultor pode conhecer as necessidade de hospitais, escolas e outras instituições. Assim conseguem comercializar o produto e com grande chance de se tornar fornecedor fixo”, enfatizou Manoel.

O preço praticado pelos feirantes do município varia de R$1 a R$3 e depende da qualidade da verdura. “Meus filhos voltando de férias, todo mundo prefere salada verde, em janeiro gastei uma média de R$12 por semana agora a conta vai dar um pouco mais”, disse Neuza Heze, testificando a realidade do mercado.
Na hora de comprar hortaliças, os especialistas recomendam dar preferência aos orgânicos e os consumidores precisam ficar de olho é nos detalhes mesmo. “Eu sei que nessa época de chuvas tem muito caramujo e por isso prefiro comprar onde eu sei que as hortas são suspensas ou hidropônicas”, afirmou a dona de casa Neuza.

“Se quiser viver na roça hoje tem que mexer com tudo. É ter gado e diversificar a plantação”, disse o agricultor Juvenil Rodrigues que possui uma propriedade na linha 11. Segundo o experiente produtor rural, o caminho é seguir instruções técnicas e manter equilibrada a produção para evitar apertos financeiros.
estrada

Localizada nas proximidades da linha seis, cerca de três quilômetros da cidade, o produtor que conseguiu com recursos próprios – sem precisar financiar – sua plantação que supera 30 mil pés de hortaliças, reclamou das estradas e disse que pelo fato de ter só no ano passado recolhido R$ 28mil de impostos deveria ter mais retorno, ao menos naquilo que necessita diariamente que são as estradas. “É triste e tira até nossa esperança sabia, fazer carreador é o mínimo”, enfatizou.

Fonte: Diário da Amazônia

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