Produtores são prejudicados com a queda no preço do leite

prod-leiteNa reunião do Coletivo de Política Agrícola realizada na Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Rondônia (Fetagro) a insatisfação dos produtores relatada pelos presidentes dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) foi coletiva, quando debatida a queda do preço do leite, que oscilou entre R$ 0,19 e 0,21 a menos do preço praticado por laticínios, situação agravada pela falta de comunicação sobre o preço comercializado.

“A gente só sabe o preço quando vai receber o cheque no laticínio”, questionou José Carlos de Oliveira, produtor rural e representante sindical. Os STTRs cobraram mais reuniões com produtores e representantes do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite de Rondônia (Conseleite-RO) para esclarecimento e empenho na divulgação mensal das resoluções com os valores de referência da matéria-prima leite, para colocar à disposição do agricultor uma ferramenta que possa balizar a negociação entre produtor e laticínio.“O debate central ficou em torno do preço do leite, como já esperávamos. Os agricultores ficaram muito revoltados com a queda média entre R$ 0,19 a 0,20 e pelo fato de não serem avisados com antecedência das mudanças. Também pelo valor que foi debitado quando receberam o cheque”, ressaltou Fábio Menezes, presidente da Fetagro.

Fábio ressaltou que três seminários regionais do Conseleite ocorreram em Ji-Paraná, Jaru e Rolim de Moura, com mais de 600 produtores, ocasião em que foi explicado como funciona o Conseleite, divulgando a resolução mensal, com os valores de referência para o leite, aprovados pelos conselheiros no último dia 9, que ficou estabelecida em 0,74 para o leite padrão, apresentando uma ligeira queda em relação ao mês anterior que ficou estabelecida em 0,75.

Os preços praticados pelas empresas tiveram variações. Segundo ele, houve produtores que receberam o leite a R$ 0,63 centavos. Produtores que participam de associação, que tem uma quantidade maior de leite, receberam valores um pouco maiores, estando próximo dos valores de referência. “O papel do Conseleite é estabelecer um valor de referência para o produtor negociar. Os valores apresentados pelo Conseleite significam em tese a capacidade de pagamento da empresa, porém vai depender da organização e da negociação com o laticínio. Hoje, quem compõe o conselho, por parte da indústria, são seis empresas, que representam 65% da produção do Estado”, afirmou Fábio.

Política Agrícola

A reunião debateu várias demandas apresentadas por Sindicatos. À exemplo do Programa de Habitação Rural com demanda de duas mil casas para 2015, e definição do calendário de assinatura de quase 200 casas, ainda em Dezembro. Além de recuperação de estradas e as dificuldades para a regularização das agroindústrias de polpas de frutas, pois o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) cobra que o agricultor constitua empresa, o que inviabilizaria uma série de projetos.

Debateram as normas impostas pela Conab para a execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Abordaram ainda os desafios para fortalecimentos das cooperativas e os juros subsidiados pelo Governo do Estado que não são praticados pelo Banco do Brasil e Basa.

Fonte: Diário da Amazônia

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA