Profissionais de saúde da Semusa participam de Capacitação Básica em Hanseníase

SaudeTeve início ontem, na sede da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), a Capacitação Básica em Hanseníase para Equipes de Saúde da Família de Porto Velho. Ao todo, 40 profissionais de saúde incluindo médicos do Programa Mais Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, participam do treinamento que prossegue até sexta-feira (20), com aulas teóricas até quarta-feira e atividades práticas de avaliação de casos suspeitos de hanseníase nos dois últimos dias, em uma unidade de saúde da zona sul da cidade.

A capacitação tem como palestrantes e monitores, profissionais especializados em hanseníase que já trabalham na referência municipal e estadual em Porto Velho: Dra. Katia Botelho, Dr. Kazue Narahashi, enfermeiro Vanderley Rufato e enfermeira Albanete Araújo. Na quinta e sexta-feira, os servidores treinados participarão de atividade prática na Unidade de Saúde da Família Renato Medeiros, localizada no Bairro Cidade do Lobo, zona sul de Porto Velho. Nos dois dias haverá mutirão de avaliação de casos suspeitos nos pacientes que comparecerem às consultas.

De acordo com Aldenir Ribeiro, coordenadora do Programa de Hanseníase na Atenção Básica da Semusa, o intuito da ação é capacitar os profissionais para o manejo clínico adequado que proporcione maior qualidade no atendimento de pacientes com a realização do diagnóstico precoce e tratamento em tempo hábil, fazendo a quebra da cadeia de transmissão da doença e evitar possíveis sequelas causadas pela mesma.

Durante a abertura, o secretário municipal adjunto, José Carlos Coutinho, alertou para a necessidade de instruir e atualizar os conhecimentos dos profissionais que atendem na atenção primária de saúde, pois essa é a porta de entrada dos pacientes que necessitam de diagnóstico precoce para chegar à cura da hanseníase mais rapidamente.

As orientações foram iniciadas pela técnica de vigilância epidemiológica Odilene Pereira, que informou que a notificação de casos novos de hanseníase tem caído na capital, passando de 83 casos residentes (descobertos em Porto Velho) em 2014, para 50 neste ano, até o momento. Contudo, ela reitera que a queda não significa diminuição do risco, pois acredita-se que ainda há muitos casos ainda não notificados por conta de Porto Velho estar em uma região endêmica (de alta incidência), por isso a importância de treinar os profissionais para realizarem busca ativa dos sintomáticos dermatológicos. Em sua fala, a enfermeira Albanete, da Agevisa, afirmou que o Brasil está em segundo lugar no mundo em casos da hanseníase, atrás somente da Índia.

Conhecida também como lepra (termo antigo), a hanseníase é transmitida por vias aéreas e se manifesta através de manchas no corpo, perda da sensibilidade e dormência. A doença atinge pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas, mas tem tratamento e cura se diagnosticada a tempo e tratada de forma contínua. Todas as unidades de saúde de Porto Velho realizam o tratamento da hanseníase.

Fonte: Assessoria

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