Quadrilhas ‘lucraram’ R$ 20 milhões furtando madeiras e desmatando reservas de RO, diz PF

coletivaA Polícia Federal (PF) informou que prendeu 14 pessoas e apreendeu cinco armas e 290 metros cúbicos de madeira durante a Operação Jurerei, deflagrada nesta quarta-feira (2). Segundo a PF, em uma coletiva de imprensa, mais de R$ 20 milhões foram movimentados por quadrilhas através de furtos de madeiras e desmatamentos em reservas e áreas indígenas do estado.

A ação da PF ocorreu nas cidades de Campo Novo, Buritis, Monte Negro, Ariquemes, Governador Jorge Teixeira, Ji-Paraná e Jaru, todas no interior de Rondônia.

A operação, que ainda está em andamento, com investigação para detectar novos crimes, tem por objetivo desarticular duas organizações criminosas que, segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), praticavam diversos ilícitos em áreas de conservação ambiental, Parque Nacional dos Pacaás Novos, e nas terras indígenas do povo Uru-Eu-Wau-Wau.

Segundo o delegado Daniel Durval Peixoto, durante as investigações foram identificadas duas organizações criminosas que praticavam furto qualificado de madeira, desmatamento de floresta pública, corrupção ativa e passiva e invasão de terra pública.

Dentre os presos há empresários, exploradores e policiais militares que, segundo o procurador da república Daniel Lôbo, compraram terras em áreas ilegais e faziam vista grossa aos crimes.

Segundo a PF, a operação visa também evitar o confronto entre índios e invasores.

A operação contou com participação da Fundação Nacional do Índio (Funai), Ministério Público Federal (MPF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Associação de Defesa Etnoambiental – Kanindé (organização da sociedade civil de interesse público).

Em coletiva à imprensa em Porto Velho, no começo da noite desta desta quarta-feira (2), o procurador de república Daniel Lôbo afirmou de desde 2016 o MPF ver recebendo denúncias sobre tentativas de invasão para exploração de madeira em áreas de conservação, como o Parque Pacaas Novos.

“As denúncias veem de pessoas ligadas ao ICMBio, de indígenas e até mesmo de pessoas comuns que vivem nos arredores das áreas exploradas ilegalmente”, explico Daniel Lôbo.

Segundo o promotor, durantes as explorações de madeira e minério em áreas proibidas, as quadrilhas movimentaram mais de R$ 20 milhões.

De acordo com a PF, há 12 mandados para serem cumpridos em Ji-Paraná, Jaru e Governador Jorge Teixeira.

Em Ariquemes foram cumpridos 17 mandatos, oito em Buritis, 13 em Monte Negro e 28 em Campo Novo, onde, segundo as investigações, foi detectada a ação de uma organização criminosa armada.

Fonte: G1

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