Referência na saúde, Cacoal, RO, tem complexo hospitalar e atendimento de média e alta complexidade

heuroNo domingo (26), Cacoal (RO), a 400 quilômetros de Porto Velho celebrou 40 anos de emancipação. A saúde está entre os destaques econômicos do município.

Além de possuir hospitais particulares, a cidade também conta com dois hospitais mantidos pelo Governo do Estado, que faz atendimentos de média e alta complexidade, um hospital materno e infantil, mantido pelo município e um hospital oncológico que oferece de forma gratuita tratamento para todos os tipos de câncer. Dessa forma, Cacoal é considerada referência em saúde.

O médico Adegildo Aristides Ferreira, de 80 anos, chegou em Cacoal em 1975. Passados 42 anos, ele faz uma retrospectiva da época em que chegou até a atualidade. Segundo o médico, as dificuldades eram enormes e não havia recurso. Os doentes, que na maioria eram infectados com malária ou meningite, não tinham muitas opções de tratamento.

“Era tudo muito difícil, a saúde pública era através do Sistema Único de Descentralização da Saúde, o instinto Sudis. Os hospitais eram quase todos de madeira e faltavam muitos medicamentos. As pessoas que tinham recurso financeiro conseguiam uma saúde melhor, pois naquela época já existiam os hospitais particulares”, lembra.

Segundo Adegildo, a saúde só melhorou realmente no governo Teixeirão, quando revolucionou com a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A partir daí tudo melhorou, não faltavam medicamentos e a saúde passou a ter muitos programas. Acho que o que falta é escolher governantes que apliquem melhor o dinheiro público, pois já contamos com ótimos profissionais e estruturas, se o recurso for investido de forma correta não haverá dificuldade”, avalia o médico que ainda atua na profissão.

Hospital oncológico

comboniOutra conquista na saúde em Cacoal é o Hospital Oncológico São Daniel Comboni, que realiza uma média de 300 atendimentos ao dia. O hospital foi construído através da solidariedade e união da população e com a campanha ‘De real em real vamos construir um hospital’, e toda a parte estrutural foi erguida.

O presidente da Associação Assistencial a Saúde São Daniel Comboni (Assdaco), mantenedora do Hospital São Daniel Comboni, Claudemir Borghi, conta que a iniciativa de construir um hospital oncológico em Cacoal partiu do Padre Francesco Vialetto, que foi prefeito de Cacoal por dois mandatos e hoje mora na Itália.

“Toda a construção foi feita com a ajuda do povo, através de doações, leilões, e mão de obra. Também recebemos muita contribuição financeira da Itália. O hospital começou a ser construído entre os anos de 2003 a 2004. Após sete anos, em 2011, o hospital já estava realizando atendimentos”, conta Claudemir.

O hospital conta com uma moderna estrutura de equipamentos de radioterapia e quimioterapia. Para a instalação, foram investidos de R$ 7 a 8 milhões. O tratamento é para todos os tipos de câncer e oferecido não só para os moradores de Rondônia, mas para pacientes de outros estados da região Norte.

Cardio Center

cateterismoA cidade conta ainda com uma unidade cardiológica. No local já foram realizados mais de 1.000 cateterismo em um ano de funcionamento. O atendimento também é oferecido pelo SUS, e além do cateterismo, os pacientes também recebem colocação de stents.

“Nós consideramos que essa unidade cardiológica salva tantas vidas, quanto a unidade oncológica. Então acreditamos que esses hospitais têm uma utilidade social enorme. Conseguimos realizar uma média de cinco cateterismo ao dia, sem contar as colocações de stents e atendimentos cardiológicos”, contou Claudemir.

Complexo Hospitalar de Cacoal

O complexo Hospitalar de Cacoal é formado pelo Hospital Regional de Cacoal e Hospital de Urgência e Emergência de Cacoal (Heuro). As unidades são mantidas pelo Governo do Estado de Rondônia e atende a média e alta complexidade. O complexo conta com 326 leitos de internação.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde , desse número 18 são leitos de UTI adultos e 9 UTI pediátrico, sendo referência para a macro região II, constituídas pelas regiões da saúde do Cone Sul, Zona da Mata, Vale do Guaporé e parte da região central, com cobertura para uma população de 812.673 mil habitantes.

Entre os atendimentos oferecidos estão consultas oncológicas, internações e tratamento cirúrgico, assistência médica intensiva pediátrica, ressonância pediátrica, magnética e tomógrafo, além de outros serviços de média e alta complexidade.

No ano de 2016, o complexo realizou 111.021 mil consultas ambulatoriais especializadas, 11.871 internações, representando 19,43% do total de internações realizadas nas unidades estaduais e 6.100 cirurgias. De janeiro a julho de 2017, já foram 6.594 internações e 3.579 cirurgias feitas.

Fonte: G1

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