Região Norte registra 50 casos de microcefalia, aponta Ministério da Saúde

microcefaliaO Brasil tem registrado 1.638 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso. Outros 3.061 casos suspeitos de microcefalia ainda estão sendo investigados. São 1417 no Nordeste, 106 no Sudeste, 50 no Centro-Oeste, 54 na Região Norte e 11 na Região Sul. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (30).

Em relação aos óbitos, de outubro para cá, foram registrados 328 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central, após o parto ou durante a gestação. Isso representa 4% do total de casos notificados. Destes, 87 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 184 continuam em investigação e 57 foram descartados.

Desde o início das investigações, em outubro do ano passado, 8.165 casos suspeitos de microcefalia foram notificados ao Ministério da Saúde. Destes, 3.466 já foram descartados, por apresentarem exames normais, ou por apresentarem microcefalia ou malformações confirmadas por causa não infecciosas. Outros também foram descartados por não se enquadrarem na definição de caso. Entre o boletim anterior e o divulgado hoje, 22 novos casos foram confirmados, e 50 foram descartados.

Casos na Região Norte

Na Região Norte, Tocantins lidera os números de casos com 17, seguido de Roraima com 10; Amazonas, com 8; Amapá com 7; Acre com 2 casos e Pará segue com um caso registrado.

Transmitido pelo mosquito o Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. Ele provoca sintomas semelhantes aos da dengue e da febre chikungunya, só que mais leves,. Em novembro de 2015, o Ministério da Saúde confirmou que, quando gestantes são infectadas pelo vírus, podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos. A Síndrome de Guillain-Barré também pode ser ocasionada pelo Zika.

A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos, além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.

A principal recomendação do ministério a gestantes é a de adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Fonte: Portalamazônia

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