Rio Madeira baixa 8 cm em dois dias, mas marca deve aumentar, diz CPRM

rio-madeiraO rio Madeira atingiu 16,94 metros nesta segunda-feira (9), oito centímetros a menos que a maior marca registrada este ano, 17,02 metros, no último sábado (7). Segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), apesar da baixa, a tendência é que o rio continue oscilando e volte a subir continuamente até o início do mês de abril. Na cheia de 2014, o Madeira atingiu a marca de 19,74 metros, no final do mês de março.

Ainda de acordo com a CPRM, o nível do Rio Madeira não deve alcançar a marca histórica. “O Madeira só chega ao pico no final do mês de março ou no início de abril, mas acreditamos que não chegará a 19,74 metros em 2015. Não podemos criar uma expectativa de cotas para os próximos dias, pois existem influências que nos tiram a certeza dos números que serão registrados.”, afirma a assessoria da CPRM.

Além da influência dos rios Beni (na Bolívia) e Mamoré (na fronteira com o país vizinho), existe a influência dos reservatórios, que controlam os níveis de liberação de água para não alagar a BR 364.

Segundo Carlos Quirino, meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a previsão é de mais chuvas, na cabeceira dos rios Madeira e Beni, a partir de quarta-feira. “O fim de semana foi ameno porque não choveu forte na cabeceira. São aguardadas chuvas com trovoadas nesta região a partir de quarta, mas não deve causar tanto impacto em função da pouca chuva ocorrida no fim de semana”, afirma Quirino.

Cheia histórica

A marca histórica do Rio Madeira até o momento é de 19,74 metros, registrada em 2014. A cheia atingiu os municípios de Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Cerca de 97 mil pessoas foram atingidas pela enchente, sendo que 35 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas. No início, as famílias foram levadas para escolas e igrejas, mas posteriormente foram alocadas em um Abrigo Único, instalado no Parque dos Tanques, em Porto Velho, para evitar prejuízos ao ano letivo.

Os custos para a recuperação total dos locais afetados foram estimados em R$ 4,2 bilhões, e o tempo necessário foi calculado em 10 anos.

Fonte: G1

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