Rio Madeira pode atingir 16,70 metros, diz CPRM

Rio Madeira pode atingir 16,70 metros, diz CPRM

rio-madeiraO rio Madeira, em Rondônia, pode chegar a 16,70 metros nas próximas 48 horas, segundo informou a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). O nível atingiu ontem 16,54 metros. A cota de alerta é 16 metros.

Segundo a CPRM, a situação não pode ser considerada critica, já que o rio tem ficado nos últimos dias pelo menos dois metros abaixo dos números registrados em 2014, quado ocorreu a cheia histórica. Em 25 de fevereiro do ano passado, a medição marcou 18,51 metros.

No entanto, na região de Porto Velho estima-se que o nível ainda esteja dois metros abaixo em relação ao do ano passado, informou o engenheiro hidrólogo Franco Turco Buffon, da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (Serviço Geológico do Brasil).

Em entrevista coletiva na CPRM, o chefe da Residência da CPRM Edgar Romeo Herrera de Figueiredo Iza revelou que a situação do Rio Acre é a mais grave: em Brasileia e Xapuri, o nível está três metros acima da cota de inundação, e na capital, Rio Branco, aproximadamente 1,5m.

Chove muito, sem parar, na Bacia do Rio Acre. Há inundações em Assis Brasil, Brasileia, Xapuri e Rio Branco. Sem comunicações por telefone e pela internet, a equipe da CPRM ficou “ilhada” no domingo passado e nesta quarta-feira (25) será substituída por outra no trabalho de monitoramento de áreas alagadas e medição de vazões.

Dezembro, janeiro e fevereiro são os meses mais críticos em chuvas na Amazônia Ocidental Brasileira. Choverá ainda, entre o final de março e início de abril. “Qualquer chuva na Bacia do rio Madeira traz impacto a Porto Velho, mas apenas chuvas fortes e constantes devem preocupar, pois 50% do volume d’água vêm do rio Beni”, analisou o assistente de produção da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM, Francisco Reis Barbosa.

Desde 2012, para aprofundar estudos da cheia, a CPRM usa batimetria para monitorar o volume de sedimentação do rio Madeira abaixo da barragem da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio. Segundo Barbosa, esse serviço possibilita a constatação de situações e efeitos do assoreamento e da erosão nas margens do rio. Recentemente, a Defesa Civil Estadual recebeu relatório da coleta de sedimentos.

O trabalho começou no Bairro do Triângulo, mas está limitado a pontos específicos. “Onde o rio é mais lento, existe aumento da sedimentação; em locais mais turbulentos, ocorre erosão”, ele observou.

MONITORAMENTO NO BENI

Embora tenha outros acordos, inclusive o que beneficia a sanidade bovina, a Bolívia não libera com facilidade informações hidrológicas. Só o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Nasa (administradora de pesquisas espaciais norte-americana) obtêm dados coletados na região do Beni, que também é conhecida por Amazônia Boliviana.

“Ainda existe limitação no modelo de previsão de cheias na região, porém, em Porto Velho ele será automatizado até julho deste ano”, previu Franco Buffon. Segundo ele, Rondônia tem quatro roteiros de operações e o Acre dois. O estado de Rondônia é atendido por 54 estações de monitoramento e a rede de alerta funciona em tempo real, fornecendo gráficos com volume de chuvas, níveis de rios e previsões.

Para o monitoramento da cheia e medição das vazões do rio Madeira, a CPRM apoia diretamente a Defesa Civil Estadual, o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental e a Prefeitura de Porto Velho. Os dados coletados pelo sistema de telemetria são enviados diariamente, via satélite, à Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília.

Fonte: Assessoria
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