Rondônia deve se tornar área livre de peste suína clássica em maio

Rondônia deve se tornar área livre de peste suína clássica em maio

PorcoO Estado de Rondônia poderá conseguir nos próximos meses a certificação internacional de área livre de peste suína clássica (PSC). A informação foi repassada pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do estado (Idaron), nesta quarta-feira (24). De acordo com o órgão, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou há cerca de uma semana, a informação que o pedido já foi aceito pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O próximo passo é a votação em maio.“Desde 2009, nós somos área livre de peste suína clássica com reconhecimento pelo (Mapa). E este ano vai ser votado, em maio, pela OIE o reconhecimento internacional”, afirma Ney Carlos Dias de Azevedo, coordenador do Programa Estadual de Sanidade Suína da Idaron. Segundo ele, no Brasil apenas Santa Catarina e Rio Grande do Sul já possuem a certificação internacional, conquistada no ano passado.

Para ser reconhecido, Ney afirma que são levadas em consideração as atividades de prevenção da doença, conhecida por causa grande mortalidade entre os animais. A doença ataca os pulmões, tornando difícil a respiração, a parte traseira do animal, mas não é transmissível para os seres humanos. “São várias ações que se leva em consideração para que o local seja reconhecido como área livre. Foi feito um relatório compilando os dados de atividades em cada estado. Nesta sessão da OIE, serão votados 14 estados mais o Distrito Federal”.

Com a certificação, Rondônia poderá investir no aumento da criação de suínos no estado. Atualmente, são 28.340 propriedades, mas destas apenas 356 são granjas que comercializam. As outras 27.984 são criação de subsistência. E de acordo com Ney, por conta desse número para fins comercial ser baixo, Rondônia ainda precisa importar muitos animais para abastecer o mercado interno. “Ainda importamos muita carne, principalmente do Mato Grosso. Mas nós temos bastante potencial de crescimento, e com essa certificação, estaremos habilitados a exportar o produto, e isso também será uma maneira de aumentar o crescimento da produção em Rondônia”.

Além de não possuir grande rebanho, são cerca de 282 mil cabeças, Rondônia possui apenas um frigorífico com inspeção sanitária, que fica em Ji-Paraná.

A peste suína clássica

É uma doença de alto poder de difusão e prejuízo para a suinocultura. “Assim como a febre aftosa está para o bovino, em termos econômicos, a peste suína clássica está para o suíno”, diz Ney que ainda detalha que a “doença quando se instala na propriedade, ela rapidamente é transmitida para os outros animais e para as propriedades vizinhas. A consequência é alta mortalidade entre os animais jovens e muitos abortos nas matrizes”.

Fonte: RONDONIAGORA

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA