Saiba como diferenciar dengue da febre chikungunya

dengueO técnico agrícola Fernando Soares, 28 anos, sofreu duas vezes com a dengue. A última foi em 2012. “Na segunda vez foi pior. As dores no corpo eram mais intensas e precisei ser hospitalizado para me hidratar e tratar os sintomas”, recorda o jovem, que hoje tem cuidado redobrado contra o surgimento do mosquito em sua casa.

O mesmo mosquito que transmite a dengue, o Aedes Aegypti, é o transmissor de uma doença nova no Brasil, a febre chikungunya, que surgiu na África e vem avançando pela América do Sul. As duas doenças são bastante parecidas. É preciso estar atento para prevenção e tratamento.

“Ambas têm em comum o agente transmissor, o Aedes Aegypti, e os sintomas que são parecidos, bem como o tratamento. A diferença é que a febre chikungunya é de período mais curto e os sintomas hemorrágicos são menos observados”, esclarece o médico clínico do Hapvida de Belém, Wagner dos Santos. A principal diferença da chikungunya é a sensação de fortes dores nas articulações, com sinais de flogose – vermelhidão, dor, inchaço e calor. As duas doenças são diagnosticadas com exames de laboratório e podem se manifestar em um mesmo paciente.

Dengue x febre chikungunya

No caso da dengue, há mais risco da doença evoluir para a forma hemorrágica, com o aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes. “Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal”, enfatiza Alfredo Passalacqua.

Na chikungunya, após o período de incubação que é em média de três a sete dias, a fase aguda é caracterizada principalmente por febre de início súbito e surgimento de intensa artralgia. Essa fase dura, em média, até sete dias. Os pacientes geralmente apresentam febre elevada de início abrupto, poliartralgia, dor nas costas, cefaleia e fadiga. Outros sinais na fase aguda da chikungunya são calafrios, conjuntivite, faringite, náusea, diarreia, neurite, dor abdominal e vômito.

Prevenção

Tanto na dengue quanto na chikungunya a melhor forma de prevenção é a mesma: combater os focos do mosquito transmissor. A proteção se dá, basicamente, combatendo o vetor, em grande parte um dever da população, dando destino adequado ao lixo doméstico, principalmente vasilhames plásticos. É fundamental não permitir em sua residência locais que sirvam de criadouro para o mosquito, uso de repelentes, inseticidas e mosquiteiros.

“Principalmente no caso da febre chikungunya, na confirmação de um doente, é importante isolá-lo para que não seja picado pelo mosquito e assim propagar a doença”, alerta Wagner dos Santos.

Uma vez diagnosticadas por meio de exames, ambas as doenças devem ser tratadas com analgésicos e antitérmicos e hidratação, tanto via oral quando venosa. “É contra indicado o uso de AAS. Há perigo da hemorragia”, reforça Alfredo Passalacqua.

Tanto para a dengue quanto para a chikungunya não há vacina nem antiviral específico. Embora a febre de chikungunya não seja uma doença de alta letalidade, dizem os médicos, ela tem elevada taxa de morbidade associada à artralgia persistente. “Em ambas as doenças as crianças, os idosos e aqueles que sofrem de doenças crônicas são mais suscetíveis a complicações”, conclui Passalacqua.

Fonte: G1

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