Sebrae apoia missão empresarial em evento

empO Sebrae em Rondônia está apoiando a participação de empreendedores no Salão Internacional de Restaurantes, Hotelaria e Alimentação – Sirha São Paulo, que acontece de 14 a 16 de março na capital paulista. Entre eles, do jovem empresário Lucas Borghi, de Cacoal. O evento é presidido pelo renomado chefe de cozinha Claude Troisgros e acontece em seis países diferentes, incluindo o Brasil. Sua proposta é apresentar novos conceitos, tendências, possibilidades e experiências para toda cadeia produtiva da indústria gastronômica e, para isso, conta com grandes profissionais da alta gastronomia, verdadeiras referências formadoras de opinião, uma grande oportunidade para introduzir novos sabores nos mais disputados cardápios profissionais do País.

Com apenas 22 anos, Lucas administra o negócio da família, que atua na área do café, com beneficiamento, industrialização do grão torrado e moído e ainda possuem uma marca própria do produto pronto para consumo, chamado de Nova Era, nome que remete a um momento vivido pela família. Ele conta que o pai chegou em Rondônia com apenas 14 anos, quando o avô recebeu algumas terras na área rural. Iniciaram as plantações de café, com a ajuda dos filhos no manejo dos grãos. Com o tempo e as dificuldades enfrentadas para a comercialização da produção, que era feita somente no Paraná, perceberam a necessidade de abrir uma máquina de café em Cacoal, tornando a família pioneira na atividade.

Cresce a procura pela prestação dos serviços oferecidos pela empresa, como os de beneficiamento, secagem, compra e venda do grão. Porém, após 42 anos de parceria, os irmãos que tocavam a empresa romperam a sociedade, e foi então que o pai de Lucas decidiu continuar o negócio por conta própria. Mas como nem tudo ocorreu como o planejado, após ficar sozinho com o empreendimento, o pai adoeceu, a ponto de não conseguir administrar a empresa de café. “Quando meu pai adoeceu eu tinha 16 anos, minha irmã, que é mais velha, estava cursando faculdade fora do estado, então só tinha eu por perto. Como desde que nasci acompanhava o trabalho dele e já entendia um pouco sobre o café, decidi assumir a administração da empresa”, contou Lucas.

Investimento em cursos no segmento produtivo

Além de empreendedor, Lucas decidiu aperfeiçoar o que já sabia, realizou vários cursos na área do café e hoje é um dos poucos especialistas em todo o Brasil. Com a qualificação, o jovem já foi convidado para prestar consultorias em indústrias, grandes fazendas e até visitar outros países, como a Coreia do Sul. Visionário, decidiu se arriscar um pouco mais e, em 2015, se deu conta de que sua empresa também precisava de uma marca própria de café. Foi quando lançaram no mercado o Café Nova Era, disponibilizado em três tipos: tradicional, extraforte e especial. “Me dei conta de que nossa empresa entregava o produto pronto para indústrias, mas não tínhamos uma marca própria. Além disso, a venda do café pronto para o consumo era uma boa opção de comercialização nos períodos fracos de produção do grão”, disse Lucas.

A empreitada deu tão certo que hoje o Café Nova Era pode ser encontrado em 32 municípios de Rondônia, além dos estados do Amazonas e do Acre. Em fevereiro, a empresa recebeu uma comitiva de empresários da Coreia do Sul, potencial mercado que se vislumbra num futuro próximo. Com a expansão do negócio, Lucas precisou de ajuda e, como o empreendimento sempre foi familiar, a irmã formada em veterinária se sentiu motivada a abandonar a profissão para se dedicar à empresa. Maria Gabrielly Borghi é responsável pela parte financeira da Nova Era. “Deixei meu trabalho de veterinária para fazer parte do crescimento da empresa. Achamos mais interessante que alguém da família estivesse cuidando do financeiro de uma empresa que estava expandindo”, disse Gabrielly. O Café Nova Era já emprega 16 colaboradores diretamente.

Aparecido Rodrigues é um dos funcionários mais antigos da empresa. Ele exerce a função de motorista há cinco anos. Satisfeito com o trabalho, afirma que não se vê exercendo outra atividade: “Minha família é produtora de café, e eu sempre gostei de trabalhar na lavoura. Quando fui chamado para trabalhar na Nova Era, me identifiquei bastante. Já até tentei trabalhar em outras áreas, mas não fui feliz na função. Acredito que temos que fazer aquilo que gostamos, pois dessa forma o trabalho rende mais e é feito com qualidade”, disse o homem.

 

Fonte: Diário da Amazônia

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