Sem campo e salários, jogadores do Ji-Paraná ficam semana sem treinos

jipaO que já estava ruim conseguiu ficar pior para os jogadores do Ji-Paraná Futebol Clube, maior detentor de troféus do Campeonato Rondoniense. Há mais de dois meses sem receber salários, na semana que antecede o jogo contra o Genus, em Porto Velho, o time não tem um campo onde possa treinar.

No entanto, as dificuldades que o Galo da BR enfrenta não são novidade. O time entrou com o pé esquerdo no campeonato, perdeu os dois primeiros jogos, equipe e diretoria se desentenderam, o treinador foi trocado, jogadores chegaram a registrar um boletim de ocorrência na na 1° Delegacia de Polícia Civil denunciando a falta de salários e condições precárias, e parte do elenco deixou o clube.

O time conseguiu melhorar em campo, mas não saiu da lanterna. Nos dois últimos jogos, contra o Morumbi e Real Ariquemes, conseguiu apenas um ponto em cada partida. Assim, em quatro jogos, o time só conseguiu fazer dois pontos na tabela.  Agora, o próximo desafio do time, pela quinta rodada do Rondoniense, acontece no sábado, 2, em Porto Velho, contra o Genus.

Mas, segundo o treinador Da Costa, as coisas chegaram a um nível que ele não sabe como proceder. Todos os jogadores passam o dia inteiro em casa. Ninguém conseguiu fazer um treino coletivo em campo durante esta semana e o motivo é bem simples: falta campo

– Nós estamos sem campo para treinar. Precisamos treinar à noite, por causa das pratas da casa que trabalham durante o dia, e não temos um local com iluminação.Esta semana está parecendo que tem 15 dias, não passa – lamenta Da Costa.

O Biancão está em fase de finalização na reforma e já tem data para a reinauguração. Segundo o diretor do estádio, Romão Moreno, o time só está autorizado a entrar no gramado do estádio às 16h do dia 9 de abril, na reinauguração.

– Infelizmente, não há o que ser feito. Precisamos que o gramado esteja em condições para o jogo no dia 9. Os jogadores não tem tênis adequados para treinar e isto está fazendo buracos no gramado. Eles podem fazer outros treinos aqui, mas coletivo não – afirma Romão.

Para o goleiro Ciro, que foi o salvador da última partida, catando um pênalti, a situação é definida como ridícula. Além de todos os problemas fora de campo, sem treinos as coisas ficam ainda mais difíceis e desanimadora para a equipe inteira.

– A cabeça, que já não está muito boa, vai pensar e tentar mandar comando pro corpo, mas o corpo não vai responder, por que não treinou. É lamentável uma situação dessa.

Segundo o técnico, o campo com iluminação mais próximo fica em Presidente Médici, e está liberado para o time. Mas, o deslocamento dos jogadores até a cidade, que fica a cerca de 30 km de Ji-Paraná, não é viável.

– Temos o campo, mas não temos condução para levar os jogadores. Vou esperar e ver.  Eu sinceramente não consigo achar um rumo para dar, como vamos jogar sem ter treinado em campo? – lamenta Da Costa.

Fonte: GE

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