Setor varejista registra o pior índice

varejoAs vendas no comércio varejista brasileiro cresceram 2,2% em 2014, segundo dados divulgados esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, é o pior índice já registrado desde 2003, quando o setor apresentou uma queda de 3,7%. Mas, será que contra dados não há argumentos? O diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas), Mário Rodrigues, afirma que é neste momento – em que o mercado está oferecendo constantes “nãos” – que os comerciantes e os vendedores devem plantar o “sim”.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado, Raniere Coelho, concorda com a opinião de Rodrigues e acrescenta que um forte aliado para se conseguir a estabilização do comércio local é o otimismo. “O comerciante porto-velhense é otimista. Ele sempre procura melhorar a estrutura da empresa – quer seja de grande, médio ou pequeno porte – para oferecer um serviço melhor à clientela. Porém, não consegue fazer nada em relação aos fatores externos. O que o setor privado espera? Que o Governo faça o dever de casa dele: baixe os juros e faça os investimentos necessários para que a economia do país e, consequentemente, a economia de Rondônia, volte a crescer”, declara.

COMÉRCIO LOCAL AINDA SOFRE COM OS IMPACTOS DA CHEIA

De acordo com o resultado apresentado pela pesquisa IBGE, o índice de crescimento do comércio relativo a 2014 é quase a metade do que foi registrado em 2013: que foi em torno de 4,3%. Além disso, em dezembro do ano passado as vendas do varejo caíram 2,6%, em relação a novembro, quando se registrou a primeira queda após quatro meses seguidos de expansão. O diretor da IBVendas assegura que apesar disso é possível contrariar a previsão de crise econômica e fazer de 2015 o ano do comércio, se houver altruísmo. Ou seja, “é claro que o momento exige mais preparo do profissional de vendas. Ele vai precisar desenvolver melhor as propostas e os objetivos, para realizar os negócios pelo bom atendimento, pelo diferencial que possui em relação aos demais e pelas soluções que ele pode oferecer”, disse Rodrigues.

O presidente da Fecomércio analisa que a queda no crescimento do setor varejista brasileiro é reflexo, em grande parte, da política econômica implementada ao longo desses últimos anos. “O aumento dos juros, especialmente em 2014, e a desaceleração da economia são os principais fatores que influenciaram esse resultado negativo. Entretanto, o comércio local sofreu também com os impactos provocados pelas enchentes do rio Madeira, no ano passado e ainda há reflexos disso. Foram quase três meses de prejuízos, inclusive por causa da paralisação das vias por onde chegam e saem os produtos comercializados aqui na capital e nas cidades circunvizinhas”, alega Raniere.

LOJAS DE DEPARTAMENTO E ÓTICAS EM DESTAQUES 

Ainda segundo as últimas pesquisas, o que puxou o crescimento do varejo – porque esse setor tem peso maior – foram as vendas das lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos e brinquedos. A alta foi de 7,9% em relação ao ano anterior. Também contribuiu com o desempenho do varejo as vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com alta de 9%. Outro segmento é formado pelas atividades de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo que tiveram aumento de 1,3% nas vendas.

Por outro lado, caíram as vendas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-1,7%); tecidos, vestuários e calçados (-1,1%), além de livros, jornais, revistas e papelaria, (-7,7%). “O declínio da taxa de crescimento em relação ao ano passado, quando o aumento foi de 1,9% em relação a 2012, pode ser explicado pela desaceleração do crescimento da massa real de rendimento, com taxa de variação de 1,4% em 2014 – contra os 2,4% de 2013” – segundo evidencia a Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

Fonte: Diário da Amazônia

 

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