Super vovó: Com 65 anos, Eli vence a idade com ajuda de crossfit e calistenia

vovoSubestimar a capacidade do corpo humano por causa da idade é uma ideia ultrapassada. Eli Felizardo, de 65 anos, é a prova disso. Após descobrir um câncer de mama há 12 anos, os esportes mudaram sua vida e a ajudaram a superar a doença. Acompanhando as tendências, ela pratica crossfit e calistenia há dois anos e meio e conta que encontrou nessas atividades a motivação para encarar os afazeres do dia a dia e muita disposição para brincar com as netas.

‘Superação diária’, essa é a definição de Eli para as conquistas nos treinos. Usando o esporte como uma fonte de motivação, Eli diz que não há idade limite para quem quer viver bem, e toda essa animação para treinar vem de um simples conceito, ‘respeito ao corpo’.

– No crossfit, todo dia é uma surpresa, porque os treinos mudam todos os dias e isso é empolgante. Quando vou para o box [academia de crossfit] sei que terei um novo desafio e preciso me superar a cada etapa. De segunda a sexta-feira treino pela manhã, e aos sábados faço calistenia. Todas essas atividades refletem até em minhas brincadeiras com as netas.

Eli explica que não estabelece uma competição com os amigos de turma, e sim, consigo mesma. Superar cada prova orientada pelo instrutor e ao fim do treino perceber que conseguiu cumprir todas as atividades é surpreendente.

– Não vejo meus amigos de turma como competidores, no box somos incentivadores uns dos outros, mas estabeleço uma competição pessoal, sei dos meus limites, busco com muito respeito ao meu corpo superar os desafios que me são dados e ao fim do treino perceber que consegui fazer aquilo que era impossível em minha mente, é sensacional – declara.

Casada há 40 anos com Luiz Carlos Felizardo, mãe de Taís Fernanda e José Antônio e com três netas, Maria Fernanda, Maria Valentina e Malu, Eli relembra que no momento mais difícil de sua vida, a força da família e a prática de atividade física foram grandes aliados para a cura.

– Aos 52 anos descobri um câncer de mama. Passei por todo o processo de quimioterapia, quando estava nos dias mais severos do tratamento não tinha como, mas assim que passavam os enjoos eu já voltava para as caminhadas e atividades que não agrediam meu corpo. Manter minha mente ativa, junto com a força da minha família, foi a receita para a cura.

A atleta diz que não apenas a disposição está em dia, mas os exames apontam que o corpo também sente os benefícios da prática diária do esporte. Eli explica que as doenças características da idade não fazem parte de sua vida.

– Não tenho pressão alta, diabetes e nem a fadiga e dores que são características da idade. Viver longe do sedentarismo faz bem para minha mente e saúde física, e isso é prova de que não há desculpas. Devido ao tratamento contra o câncer, tenho desgaste nas articulações e em cinco vértebras e com os treinos não sinto nem dores, então as pessoas têm que parar de usar desculpas para o sedentarismo.

O coach Nilson Alves explica que o foco do crossfit para a’melhor idade’ é trabalhar em cima da mobilidade e do ganho de força. E destaca que a modalidade visa o condicionamento físico de forma geral.

– Nosso trabalho é visando condicionamento físico em geral, dando atenção a funcionalidade do corpo. Para os alunos com maior idade focamos na mobilidade, sempre respeitando os limites de cada praticante adaptando toda atividade ao condicionamento do idoso.

Um ponto positivo ressaltado por Nilson é a disciplina da Eli, sempre atenta as orientações e obedecendo cada limite da atividade, do corpo e do instrutor. Ele diz que é motivador ter a aluna no box.

– Uma disciplina muito grande, assiduidade melhor que a dos mais novos e isso é muito bom de trabalhar. Não há divisão de exercícios, todos fazem o mesmo circuito, mas sempre adaptando a cada praticante. Dona Eli executa exercícios que a maioria das pessoas não conseguem executar, e com uma precisão muito boa, pois há uma entrega por parte dela.

Fonte: GE

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