Suspeitos de fraudarem certificados de graduação e pós-graduação são ouvidos

mp roTrinta e três mandados de prisão e 23 conduções coercitivas foram cumpridos pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO), em parceria com a Polícia Civil, nesta terça-feira (7), para desarticular uma quadrilha que emitia certificados falsos de graduação e pós-graduação. As instituições estão localizadas em estados como Acre, Amazonas e Pará, porém Rondônia lidera os cursos das faculdades investigadas.

A operação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Guajará-Mirim (RO), cidade que fica a cerca de 330 quilômetros de Porto Velho.

Em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira, o procurador geral Airton Pedro Morin Filho e o diretor de polícia do interior, Arismar Araújo de Lima, falaram dos próximos passos que serão tomados após as 23 prisões coercitiva.

“Vamos analisar todos os documentos apreendidos e os depoimentos das testemunhas e das vítimas farão parte dos próximos passos” diz o procurador.

Dos 1,3 mil alunos que estão matriculados nas duas instituições investigadas, o procurador diz que ainda não é possível mensurar o total do prejuízo obtido pelos estudantes.

“Hoje tivemos o contato com os fatos que estávamos apurando. Sabemos que muitos estudantes venderam propriedades para cursar nas instituições. A profundidade e a extensão ainda é imensurável e talvez seja maior do que podemos imaginar”, fala.

O procurador geral explica que as pessoas que atuam em cargos públicos, por meio dos diplomas emitidos pelas instituições investigadas, não poderão mais exercer o cargo.

“Não estamos culpabilizando as pessoas que foram iludidas, mas lamentavelmente tudo o que foi adquirido por diploma falso não poderá gerar efeito nenhum jurídico”, explica o procurador Airton Filho.

A ‘Operação Apate’ contou com a participação de mais de 100 policiais. O diretor de polícia do interior, Arismar, falou do bom êxito da primeira etapa da ação.

“ Foi uma das maiores mobilizações da Polícia Civil e empregamos 154 policiais, sendo 34 delegados de polícia”, conta.

Fonte: G1

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