Trabalhadores em educação, em greve, ocupam galeria da Assembleia Legislativa de Rondônia por tempo indeterminado

educacaoOs trabalhadores em educação estaduais de Rondônia, em greve há 44 dias, ocupam a galeria principal da Assembleia Legislativa, em Porto Velho, desde as 9 horas da manhã desta quarta-feira, dia 04 de abril.

A ocupação foi a forma encontrada pela categoria para cobrar dos deputados estaduais o compromisso firmado há uma semana, de trancar a pauta da Assembleia Legislativa e não votar nenhuma matéria até que o Executivo compareça para dialogar acerca das reivindicações.

A decisão de ocupar a Assembleia Legislativa foi tomada pelos trabalhadores em educação ao tomarem conhecimento de que, mesmo o compromisso de trancar a pauta, os deputados estaduais teriam aberto a sessão desta quarta-feira para votar matérias de interesse do governo.

Segundo informações da ALE, a sessão foi aberta e ainda foi lido o termo de renúncia do governador Confúcio Moura (MDB). Ele deixou o governo para disputar as eleições deste ano, e o vice-governador, Daniel Pereira (PSB) foi convocado para tomar posse na sexta-feira, dia 06/04. Depois da leitura do termo de renúncia, nenhuma outra atividade foi realizada no Plenário da Assembleia Legislativa.

A presidente do Sintero, Lionilda Simão, disse que os trabalhadores em educação estão dispostos a permanecer na Assembleia Legislativa pelo tempo que for necessário, até que a categoria seja ouvida pelo Executivo.

Ela adiantou que caravanas de todo o interior do estado já estão se deslocando para a Capital visando reforçar o protesto.

No início da tarde o comando de greve foi informado que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Maurão de Carvalho (MDB), estaria reunido com o governador Confúcio Moura e com os secretários integrantes da MENP – Mesa de negociação Permanente, para tratar das reivindicações dos trabalhadores em educação.

“Nós estamos dispostos a permanecer na galeria da ALE por dias ou semanas, se for necessário. Nossa categoria está decidida a não sair daqui, até que alguém do Executivo venha dialogar conosco. É um descaso o que esse governo vem fazendo com a educação”, disse a presidente do Sintero, Lionilda Simão.

Autor / Fonte: Sintero

 

 

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