Violência atinge índices intoleráveis

MANAUS-AM - 11/11/2007 - CIDADES - ADOLESCENTE É MORTO A BALA , NO BAIRRO DO MONTE SIÃO. FOTO: MARCIO JAMES/ACRÍTICA
MANAUS-AM – 11/11/2007 – CIDADES – ADOLESCENTE É MORTO A BALA , NO BAIRRO DO MONTE SIÃO. FOTO: MARCIO JAMES/ACRÍTICA

O fenômeno da violência, em todo o mundo, é um dos mais visitados pela diversificada gama de teóricos que estudam o tema. Explicações à parte, a oscilação dos índices que demonstram o crescimento e a categorização dos mais variados crimes transpõe a realidade para o ambiente do intolerável. A evolução dos homicídios no Brasil, regiões e unidades federativas, comporta mais um capítulo do “Atlas da Violência, edição de número 17, ano de 2016, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De cordo com o próprio Atlas, a incidência do fenômeno dos homicídios ocorre de maneira heterogênea no País não apenas no que diz respeito à dimensão territorial e temporal, mas no que se refere às características socioeconômicas das vítimas. Pelas informações disponíveis, a partir de 2008 parece que se alcançou um novo patamar no número de mortes, que tem evoluído de maneira bastante desigual nas unidades federativas e microrregiões do País, atingindo crescentemente os moradores de cidades menores no interior do Brasil e no Nordeste, sendo as principais vítimas jovens e negros.

As análises foram baseadas, principalmente, nos dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, que traz informações sobre incidentes até ano de 2014. Complementarmente, em alguns tópicos, cruzamos as informações do SIM com outras provenientes dos registros policiais e que foram publicadas no 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do FBSP.

Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, em 2014 houve 59.627 homicídios no Brasil, o que equivale a uma taxa de homicídios por 100 mil habitantes de 29,1. Este é o maior número de homicídios já registrado e consolida uma mudança no nível desse indicador, que se distancia do patamar de 48 mil a 50 mil homicídios, ocorridos entre 2004 e 2007, e dos 50 a 53 mil mortes, registradas entre 2008 a 2011. Para situarmos o problema, estas mortes representam mais de 10% dos homicídios registrados no mundo e colocam o Brasil como o país com o maior número absoluto de homicídios.

Numa comparação com uma lista de 154 países com dados disponíveis para 2012, o Brasil, com estes números de 2014, estaria entre os 12 com maiores taxas de homicídios por 100 mil habitantes. Além de outras consequências, tal tragédia traz implicações na saúde, na dinâmica demográfica e, por conseguinte, no processo de desenvolvimento econômico e social, uma vez que 46,4% dos óbitos de homens na faixa etária de 15 a 29 anos são ocasionados por homicídios. Se considerarmos apenas os homens com idade entre 15 a 19 anos, esse indicador tem a incrível marca dos 53%.

Fonte: Diário da Amazônia

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