segunda-feira, setembro 20, 2021

No 26º ano da chacina de Corumbiara, volta ao debate a posse da terra em Rondônia

Passados 26 anos, as famílias dos 12 mortos na Chacina de Corumbiara não foram indenizadas pela União.

PORTO VELHO  – A região abandonada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) agora vê circular soldados da Força Nacional ao redor de acampamentos. A chacina ocorreu no dia 9 de agosto de 1995.

Estudantes, professores universitários, sindicalistas e populares que participaram na tarde de hoje, 9, de ato público em frente à sede administrativa da Universidade Federal de Rondônia (Unir) cobraram o empenho das autoridades contra a violência em acampamentos camponeses.

Eles estenderam uma faixa na portaria da Unir, com os dizeres: Viva a Resistência Histórica de Corumbiara. A Associação Brasileira de Advogados do Povo (Abrapo) acusou: “Não se faz reforma agrária em Rondônia, mas a corrupção envolvendo funcionários do Incra tem quatro décadas e até hoje está impune, enquanto grileiros enganam a Polícia e a Justiça, e se mancomunam em atos arbitrários e violência contra homens, mulheres e crianças”.

 

Segundo denúncia da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia, outras mortes ocorreram no município de Jaru, desde os anos 1990, “também causadas por latifundiários que encomendaram tocaias a jagunços armados de carro e de motos”.

Segundo os manifestantes, policiais da Força Nacional e jagunços de fazendeiros têm apontado armas em direção a um acampamento Manoel Ribeiro desde o mês passado.

Até 2020, conforme o mais recente levantamento oficial, havia no estado mais de 7 mil pessoas sem terra.

Os manifestantes anunciaram o seminário: 26 anos da histórica resistência camponesa de Corumbiara, da batalha de Santa Elina ao Acampamento Manoel Ribeiro.

O evento é organizado pela Abrapo, Executiva Rondoniense de Pedagogia. Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), Grupo de Pesquisa História, Sociedade e Educação no Brasil (HistedBr/Unir) e Diretório Central dos Estudantes (DCE Unir), destina-se a advogados e advogadas, juristas, professores e professoras, estudantes, militantes e qualquer pessoa que se interesse pelo tema.

Abordará conflitos e desafios no Acampamento Manoel Ribeiro (parte da antiga Fazenda Santa Elina); denúncia de criminalização política sofrida por quatro presos políticos detidos desde o mês de maio, e reflexões sobre a atuação do latifúndio para regularização de terras griladas na região amazônica.

As demais atividades ocorrerão nos dias 16, 23 e 30 de agosto com transmissão online via plataforma Youtube às 19h da Amazônia e às 20h de Brasília com duração de 1h30.

A inscrição para o evento deve ser feita através do link: https://docs.google.com/forms/d/1EzSLfc41XyXs6ctgySXzFv_PuII1D2eMAGaXTeruuhE/edit

Expressão Rondônia

 

 

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