Alunos protestam pedindo mais responsabilidade do estado com a segurança nas escolas

protestoO ato foi realizado na tarde desta terça feira (14), em frente à Escola Juscelino Kubitschek (JK) em Ji-Paraná, com alunos, professores e demais funcionários manifestando indignação pela falta de segurança no local, que na ultima madrugada sofreu nova tentativa de furto. Vândalos invadiram a escola ateando fogo no laboratório de informática, destruindo por completo computadores e móveis.

Segurando cartazes, faixas e distribuindo panfletos com frases de efeito “chega de vandalismo”, os manifestantes tentavam expressar insatisfação e ao mesmo tempo conscientizando as pessoas na rua sobre o problema que afeta mais de mil alunos, uma vez que as aulas foram suspensas devido ao fato ocorrido.

A aluna Vanessa Silva (13), confessou que sentiu pânico ao ver a cena da sala totalmente queimada, “estou apavorada e com a sensação de que a qualquer momento alguém pode pular o muro, fazer algo pior envolvendo a gente, tenho medo ao vir estudar aqui”, diz a aluna que cursa o oitavo ano.

Para a empresária Cristiane Pacheco, que terceirizou e administra a cantina, o clima é tenso todos os dias quando a mesma chega na escola pela manhã, sem saber como encontrará seu local de trabalho. Há menos de 30 dias ela sofreu prejuízos quando a instituição foi vitima de furto, os ladrões entraram pelo forro e levaram quase todos os produtos. “É preocupante a situação enfrentada por todos, tenho que levar as mercadorias constantemente para não ser furtada novamente, isso é desgastante”, declarou Cristiane.

Revoltado o professor de Geografia Edio Farias Santos, disse que o governo do estado precisa ser mais responsável com a comunidade, que sofre com a insegurança da escola. “O resultado é negativo prejudicando o ano letivo, pois informações são perdidas cada vez que um computador é furtado ou danificado”, finalizou o professor.

Ao contrário do que vem sendo divulgado pela secretária estadual de educação, Maria de Fátima Gavioli, de que as escolas estão equipadas com serviços de monitoramento, a Escola JK não possui alarme ou outro tipo de equipamento de segurança. Em entrevista recente em Porto Velho, a responsável pela pasta reafirmou que a Seduc seguirá sem contratar vigilância presencial.

Enquanto não há uma solução para o problema, as instituições de ensino do estado continuam a mercê da sorte, aguardando o próximo episódio de furto e vandalismo que contabilizará mais prejuízos aos cofres públicos.

Fonte: Noticia Geral

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