Após motim, cadeados e colchões novos devem custar R$ 10 mil, em RO

rebeliaoOs danos totais causados pela rebelião ocorrida na última segunda-feira (13) na Penitenciária Agenor Martins de Carvalho, em Ji-Paraná, ainda não foram contabilizados pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), mas segundo a gerência regional da praça, estima-se que os cerca de 30 cadeados e 100 colchões queimados custem cerca de R$ 10 mil. A direção da unidade informou que os 143 detentos que participaram vão ficar sem banho de sol e visitas até que o prédio seja reformado.

Segundo o diretor do presídio, Marcos Sampaio, a punição para os presos é por tempo indeterminado, até que a reforma no prédio seja finalizada. “A medida não é apenas por punição, mas também por que não temos como permitir visitas e o banho de sol, pois ainda não temos segurança para isto”, afirma.

De acordo com Sampaio, os detentos dizem que o número de uniformes não eram suficientes e, por isso, teriam se rebelado e ateado fogo nas roupas. Além desta reivindicação, presos que trabalham na cadeia pediram para poder assinar a folha de ponto também durante os finais de semana. “Antes de conseguirmos a resposta junto ao juiz, eles se rebelaram”, diz o diretor.

Cerca de 100 colchões que foram queimados, teriam sido comprados há aproximadamente um mês. Segundo o gerente regional da Sejus, Robson Mendes Codeço, a parte estrutural do prédio não foi danificada e a totalidade dos prejuízos ainda não foi contabilizada. “Não calculamos tudo, mas, por exemplo, os cadeados são especiais, reforçados, a compra deles não deve nos custar menos que R$ 3 mil. Os colchões talvez ultrapassem R$ 7 mil”, explica.

Rebelião

Presos do pavilhão B iniciaram uma rebelião na manhã de segunda-feira. Segundo a PM, os detentos ficaram nus, queimaram roupas e colchões. Eles reivindicam o fim da exigência do uso de uniforme na unidade. Um detento ficou ferido na perna após levar um tiro de bala de borracha. Um policial foi atingido no rosto por uma pedra.

Dezenas de familiares dos presos estavam no local acompanhando a ação da PM e reclamavam de não receber nenhuma informação e tentaram atear fogo na ponte sobre o Rio Nazaré, que fica na estrada da cadeia. A polícia conseguiu impedir a ação das mulheres.

Fonte: G1

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