Autoridades alertam sobre riscos de doenças causadas pela cheia, em RO

cheiacacoalApós a água do Rio Machado subir e atingir cerca de 200 famílias de Cacoal (RO), distante 480 quilômetros de Porto Velho, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde alerta a população para o risco de doenças que podem ser causadas pela água contaminada. De acordo com o setor, no ano passado foram registrados 33 casos de leptospirose no município.

Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde, Ivani Claudete Gromann, além de prejuízos materiais, as enchentes também podem causar uma série de danos à saúde de quem teve contato com esses locais. “Com a cheia, os lixos domésticos e resíduos de fossas são arrastados, colocando em perigo todos aqueles que tiveram contato com água, de maneira desprotegida,” alerta.

De acordo com Ivani, as doenças mais comuns após enchentes são as diarreias e a leptospirose, que é transmitida aos seres humanos por animais como ratos, suínos, caninos e bovinos. A doença é transmitida através do contato com a urina de animais contaminados, e quando não tratada corretamente pode levar a morte.

“A leptospirose é uma doença gravíssima. O certo é evitar o contato com a água nestas situações, principalmente crianças e idosos, que tem imunidade baixa, porém, caso aconteça o contato é fundamental que a pessoa fique atenta para o surgimento dos sintomas que podem aparecer entre 10 as 30 dias após o contato com a água,” esclarece.

Sintomas

A coordenadora alerta ainda que os sintomas da leptospirose se confundem com os apresentados pela dengue, como febre alta que começa de repente, mal-estar, dor muscular; especialmente na panturrilha, de cabeça e no tórax, olhos vermelhos, tosse, cansaço, calafrios, náuseas, diarreia, desidratação, manchas vermelhas no corpo e urina escura. “Caso você foi atingido pela enchente e está com esses sintomas, procure uma unidade de saúde e relate os sintomas, explicando sua situação,” conta.

Ivani recomenda que os cuidados devem ser tomados também na hora da limpeza da casa e dos móveis que foram atingidos pela água durante as cheias. “Essa água de enchentes é altamente contaminada, com isso requer o máximo de cuidado para limpeza dos móveis. Luvas, botas e o uso de produtos de dedetização do local são de suma importância,” explica.

Conforme informou a servidora, no ano passado, no período das enchentes foram notificados 33 casos de leptospirose no município, registrando assim o maior percentual de casos da doença da história, em Cacoal. Em 2013 foram apenas três casos. Para a coordenadora, esse aumento aconteceu por dois fatores, a cheia que castigou a cidade no ano e o aumento das campanhas de prevenção das doenças provocadas pelas enchentes.

Fonte: G1

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