quarta-feira, janeiro 19, 2022

CACOAL: Pessoas com suspeita de dengue devem procurar as UBS para detecção, alerta vigilância

Nas redes sociais muitos usuários denunciam que há um possível surto de dengue em Cacoal. Há relatos de pessoas que afirmam estar acometidas pela doença em razão dos sintomas apresentados. Também reclamam que com o início do período chuvoso houve a proliferação de mosquitos em vários pontos do município. Por outro lado, o setor de Vigilância Ambiental em Saúde relata que a procura pela população às Unidades Básica de Saúde para a notificação  de casos de dengue, zika e chikungunya é baixa.

Ao site Segundo News, o coordenador da vigilância ambiental, Flaviano Melo, disse que de outubro até agora não chegaram a 50 notificações de casos positivos de dengue em Cacoal, porém, conforme as informações de boca a boca e em redes sociais mais de 150 pessoas podem ter sido acometidas pela doença nos últimos meses, mas a maioria não procurou uma Unidade Básica de Saúde  para fazer notificações, e com isso realizar os exames para detecção.

Ainda de acordo com Flaviano, mesmo sem ter casos notificados suficientes para solicitar o carro de UBV pesado da Agência Estadual de Vigilância Ambiental (Agevisa),  que é um veículo adaptado com bombas usadas em fumacê para bloquear a transmissão das doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti, mas o veículo só pode ser liberado pelo órgão quando há uma grande quantidade de casos notificados na cidade.

“Se a população tivesse procurado as Unidades Básicas de Saúde já estaríamos com o carro de UBV pesado em Cacoal, pois a Agevisa só pode liberar o veículo se tiver notificação no sistema, mesmo assim o município está solicitando a Agevisa o envio do carro para complementar as ações  em relação ao combate ao Aedes”, afirma Flaviano.

O LIRAa  aponta médio risco para infestação do Aedes Aegypti em Cacoal

Conforme o resultado do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa), encerrado no dia 12 de novembro deste ano, o município foi classificado com médio risco (sinal de alerta ) para a infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Zika, Dengue e Chikungunya.

De acordo com o coordenador da Vigilância Ambiental em Saúde, Flaviano Melo, o lixo doméstico continua sendo o principal criadouro do mosquito.

“O LIRAa é uma ferramenta do Ministério da Saúde para medir o índice de infestação nos municípios, e Cacoal foi 1,70 %, que é risco médio e é um sinal de alerta. A população tem que se voltar para cuidar de seus quintais. Tudo que acumula água tem que ser retirado. O principal criador foi o lixo doméstico com 78% dos criadouros”, explica.

“Temos que jogar o lixo no lixo, porque a coleta do município é uma coleta regular, portanto, não justifica a população deixar acumular água no quintal”, acrescenta.

Em segundo lugar, no índice de criadouros estão pneus velhos nos quintais, que apontou uma infestação de 15%, seguido por caixas d’água abertas, representando 3% dos focos.

O LIRAa é feito por amostragem em toda a cidade, que são divididos em quatro estratos que agregam todos os bairros. E de acordo com Flaviano Melo, todos os bairros apresentaram índices parecidos de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, o que indica sinal de alerta.

“Enfim, temos que eliminar a água do quintal. Se tem água, tem mosquito, se tem mosquito  vai ter doença”, destaca Flaviano.

Fonte: Segundo News

Foto: Divulgação


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