Câmara instaura CPI para investigar vereador acusado de corrupção em Vilhena

sessao-aconteceu-na-noite-desta-terca-feiraA Câmara de Vereadores de Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho, decidiu receber o pedido de cassação do vereador Antônio Marco de Albuquerque (PHS), conhecido como “Marcos Cabeludo” e instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a conduta do parlamentar.

A votação aconteceu na Casa de Leis na noite de terça-feira (1º). Antônio Marco é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro em um esquema de aprovação de loteamentos na cidade.

Um eleitor da cidade protocolou o pedido de cassação de Antônio Marco no dia 11 de julho deste ano. No documento, o autônomo enfatiza que o vereador está envolvido no mesmo esquema de corrupção que Junior Donadon (PSD), Vanderlei Graebin (PSC) e Carmozino Alves Moreira (PSDC).

Junior, Vanderlei e Carmozino foram presos por corrupção e lavagem de dinheiro depois de serem eleitos vereadores na última eleição. Antônio Marco também era candidato, mas ficou como suplente de Carmozino, com 747 votos.

Mesmo presos, os três vereadores tomaram posse em janeiro deste ano, mas a Câmara instaurou uma CPI, que cassou o mandado dos parlamentares, em junho deste ano. Com a saída de Carmozino, Antônio Marco tomou posse da vaga de vereador.

Contudo, na época das prisões, uma decisão da Justiça determinou que os vereadores envolvidos no esquema de corrupção se mantivessem afastados da Câmara. Dessa forma, mesmo empossado, Antônio Marco não pode ir à Casa de Leis, mas recebe um salário de R$ 8 mil.

Com isso, o eleitor argumenta que Antônio Marco deve receber o mesmo tratamento que os outros vereadores, e também ter o mandado cassado. O documento foi lido na sessão ordinária, e nove dos 10 parlamentares presentes na sessão ordinária votou pelo recebimento da denúncia. O vereador França Silva (PV) justificou sua falta em virtude de problemas de saúde.

Após a votação, a CPI foi constituída e as funções definidas. Rogerio Golfetto (PTN) é o presidente; Vera da Farmácia (PMDB) é a relatora e professora Valdete (PPS), membro.

O presidente terá cinco dias para notificar Antônio Marco, para que ele apresente defesa. Depois da apuração, a CPI decidirá se o vereador terá o mandato cassado ou não. O resultado deve ser entregue em até 90 dias.

O advogado de Antônio Marco, José Francisco Cândido, afirma que o cliente nega qualquer envolvimento nas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. O defensor ressaltou ainda que o vereador ainda não foi notificado pela CPI, mas assim que for, a defesa será apresentada.

Prisão dos vereadores

Entre outubro e novembro de 2016, sete vereadores de Vilhena foram presos pela Polícia Federal (PF): Carmozino, José Garcia da Silva (DEM), Junior Donadon, Antônio Marco, Jaldemiro Dedé Moreira (PP), Maria Marta José Moreira (PSC) e Vanderlei Graebin.

As investigações apontam que os parlamentares participavam de um esquema de aprovação de loteamentos na cidade, mediante recompensa. Para os loteamentos serem aprovados, eles recebiam terrenos e quantias em dinheiro.

Em fevereiro deste ano, José Garcia deixou a prisão e teve a prisão preventiva substituída pela domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, em virtude de um quadro depressivo.

Em março, foi a vez de Carmozino, Vanderlei, Júnior Donadon, Antônio Marco, Jaldemiro e Marta deixarem a cadeia. A Justiça substituiu a prisão preventiva deles por outras medidas cautelares, entre elas, o uso da tornozeleira. Os acusados aguardam sentença.

Fonte: G1

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