Casos de dengue reduzem em até 35% em Rondônia

mosquitoDe 4 de janeiro a 18 de abril foram registrados 451 casos de dengue em Rondônia, contra 694 confirmações em 2014 de acordo com o boletim epidemiológico da Agência de Vigilância em Saúde (Agevisa). Mesmo com a redução de cerca de 35% dos casos, o momento é de manter a vigilância contra a doença. ‘‘Estamos em alerta, ninguém desmontou nenhuma medida de controle por conta do cenário nacional. Temos São Paulo com uma grande epidemia e também em Goiás. Isso nos deixa em alerta, apesar da nossa situação ser até certo ponto confortável’’, destaca.

Segundo a diretora, a vigilância é constante para manter o declínio dos índices de casos da doença. ‘‘Monitoramos semanalmente município por município para que imediatamente ou em tempo oportuno identificando qualquer situação de aumento de casos programe junto com o município a melhor maneira de intervir naquela situação’’, afirma.

Notificações

Já o número de casos da doença notificados em Rondônia teve aumento. De 4 de janeiro até 18 de abril, foram 2 276  casos registrados. Enquanto que no mesmo período do ano passado, eram 2.351. Um aumento de 3,30%. ‘‘Isso indica que nossas unidades estão reconhecendo os casos suspeitos. Os casos suspeitos de dengue são comuns a uma série de doenças, inclusive com a gripe’’, disse.

Dados que são base para ações estratégicas de combate à doença. Conforme o boletim epidemiológico, cinco municípios de Rondônia estão em situação de alerta para a dengue. São eles Alvorada d’Oeste; Corumbiara; Parecis; Urupá e Vilhena. E um, Cacaulândia, apresenta alerta para surto da doença. ‘‘O município que apresenta surto de dengue, o município junto com o Estado intervém rapidamente e ele já sai dessa condição’’, afirma.

Porto Velho

Na capital de Rondônia, o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) Domingos Sávio afirma que a doença está sobre controle. ‘‘Nós tivemos, em 2010, um problema sério onde teve quase 7 mil casos de dengue. Depois disso, com os trabalhos que foram feitos, os casos de dengue foram diminuindo.  Em 2013, chegou a cerca de 670 casos. Em 2014, a gente conseguiu dar uma reduzida para menos de 200 casos e até agora estamos com uma média de 60 casos confirmados’’, destaca o secretário. Apesar da redução, a preocupação com a infestação da dengue é constante.

“Nós encontramos bairro que alcançou a marca de 10 em infestação e o Ministério da Saúde deixa bem claro até 0,9, tranquilo. Entre 1 e 3,9 situação de alerta. Acima de 4 risco de epidemia e temos percebido também que tem crescido o índice de infestação dentro das moradias. Se a população de Porto Velho colaborar com o serviço público e fizer a limpeza da própria casa já reduz em 50% a dengue’’, avalia o secretário.

Os bairros que estão em situação crítica para doença em Porto Velho são Arigolândia, Caiari; Centro; Mocambo;Olaria;Santa Bárbara;   Areia Branca; Cidade do Lobo; Cidade Nova; Eletronorte; Caladinho; Floresta; Nova Floresta; Aeroclube; Castanheira ; JK e TrêsMarias. O monitoramento da doença e a capacitação de servidores estão entre as principais medidas da Semusa  para o enfrentamento da dengue.

Medidas 

O esforço é conjunto para evitar que a doença se alastre pelas cidades rondonienses. Arlete destaca a importância do apoio da população. ‘‘A população é o fator fundamental. Cada pessoa tem que ser um vigilante da sua casa, evitando que na sua casa tenha condição de formar criadouros que favoreçam o crescimento do aedes aegypti e para tomar cuidado com o seu lixo, vasos de planta. Tem que ter cuidado com calha, com caixa d´água. Cuidado com que é descartado, até casca de ovo pode servir de criadouro’’, destaca.

A notificação dos casos suspeitos, controle vetorial e capacitação dos servidores das unidades de saúde são consideradas as mais importantes medidas para o combate à dengue. ‘‘A educação em saúde também é muito importa. As pessoas precisam saber como se protegerem. Quando a gente está no meio do período crítico, a população é mais cuidadosa até porque o risco é maior. Sai do período crítico há um relaxamento e aí que mora o perigo. Essas ações têm que ser contínuas, o ano inteiro’’, assegura a diretora.

Para a diretora, o fumacê é a último recurso usado contra doença. ‘‘Em situações de grande infestação para dengue é usado a dispersão de inseticida. Não adianta você usar o fumacê se você não retira de casa residências os criadouros, porque você vai ter o mesmo número de mosquitos adultos circulando. E o fumacê não específico para dengue, ele mata mosquito da dengue, mata borboleta, mata passarinho. Se a população ajudar, a gente não vai precisa usar essa desse recurso’’, afirma.

Essas medidas são usadas não só no combate à dengue como também da febre Chikungunya. As doenças são transmitidas pelo mesmo mosquito, o aedes aegypti. ‘‘Daí grande trabalho do Estado em diminuir os índices de infestação do mosquito. A chikungunya a qualquer momento pode entrar no Estado’’, destaca. Segundo a diretora, este ano foram notificados 30 casos suspeitos de febre chikungunya, destes 22 já foram descartados e os outros aguardam o resultado do exame.

A doença provoca fortes dores nas articulações e pode atingir mais pessoas que a dengue. O índice de manifestação dos sintomas é de cerca de 70%, enquanto que o da dengue fica entre 40% a 50%. ‘‘Cada caso suspeito de chikungunya é seguido de uma ação de controle vetorial para evitar que o mosquito se alastre naquela área e contamine outras pessoas’’, afirma Arlete.

Fonte: Portal Amazônia

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