Centro cadastra moradores de rua em Ariquemes

Centro cadastra moradores de rua em Ariquemes

moradores-ruaA partir de uma reunião realizada no dia 26 de fevereiro com a Secretaria de Estado de Promoção da Paz (Sepaz) e demais órgãos de segurança e saúde pública do Estado, com o intuito de concretizar um plano de ação de combate às drogas no Vale do Jamari, a Assistência Social através do Centro de Referência a Assistência Social (Cras) está efetuando um cadastramento dos moradores de rua de Ariquemes em situação de risco social, na Praça da Vitória.

São dependentes químicos e pessoas em situação de rua, que recebem, através de atividades voluntárias, mais esperança e oportunidade para regressar ao convívio social.

“Hoje nós estamos cadastrando estas pessoas, identificando a situação de cada uma delas para depois analisarmos e fazermos os devidos encaminhamentos. Até agora já cadastramos 40 pessoas, e além daqueles que estão de passagem, que querem retornar para seus municípios de origem, encontramos também dependentes químicos”, ressaltou a coordenadora do Centro de Referência e Assistência Social (Cras), Elizete Peruffo.

Segundo a coordenadora, que apontou os pontos fortes desta iniciativa de ação contínua no Município, inicialmente este cadastramento será feito somente neste local, de fácil acesso a outras localidades. “A partir de hoje iremos verificar também se há a necessidade de nos deslocarmos para outros pontos da cidade”, apontou Elizete Peruffo.

Aqueles que forem identificados que não possuem documentos pessoais são encaminhados para a Secretaria de Desenvolvimento Social (Semdes) onde serão providenciados a segunda via do mesmo. “Estamos trabalhando de acordo com a demanda destes moradores de rua, muitos deles não possuem RG e CPF, por exemplo”, explicou.

Marli Fogaça, responsável pela parte técnica do programa, expôs a importância desta ação mais efetiva, na qual além do levantamento das condições sociais do indivíduo, e vínculo familiar, precisam de uma avaliação mais técnica. “Já identificamos pacientes do Caps aqui hoje, já encaminhados, que precisam de um atendimento mais efetivo, aqueles que desejam internação”.

Conforme Marli Fogaça, à medida que forem identificados os casos em que se observe a necessidade de tratamento de forma voluntária que precisem de internação, serão encaminhados aos devidos centros de apoio.

“Não podemos parar por aqui, precisamos dar continuidade, tendo em vista que temos um grupo muito grande ainda resistente que permanecerão na rua. Temos vários perfis, por isso há a necessidade de internação, grupos terapêuticos, ações de saúde como um todo”, avaliou a responsável técnica Marli Fogaça.

A ação permanece juntamente com os profissionais de saúde da região oferecendo exames para avaliar pressão arterial, glicemia, teste rápido de HIV, sífilis e outras doenças, e também, cortes de cabelo e refeição.

Fonte: Diário da Amazônia

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