Cheiro de produto químico que vazou afeta 15 e quarteirão é isolado, em RO

contamindaoQuinze pessoas deram entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Sul de Porto Velho, após passarem mal por causa do cheiro de um produto tóxico que vazou de um caminhão, na última quarta (8), na rua Açaí. A Defesa Civil interditou todo o quarteirão, nessa segunda-feira (13). O veículo aguardava na rua para estacionar nas dependências da empresa responsável pelo material, quando houve o vazamento no solo.

Na quarta, a rua foi interditada e o material químico seria retirado no dia seguinte, conforme a empresa. Segundo a nota fiscal da carga, o produto tóxico é hidrocloreto de sódio, mas o material ainda deve passar por análise.

De acordo com a Defesa Civil, três famílias que moram na área foram retiradas das casas. As quinze pessoas que deram entrada na UPA da Zona Sul apresentavam sintomas como dor de cabeça e ardência nos olhos, devido ao forte cheiro no local. O produto ainda não foi identificado e continua exposto. A empresa não se responsabilizou pela manutenção das famílias no hotel para onde elas foram levadas. Os órgãos municipais alegam que possuem roupas específicas contra fogo e riscos biológicos, mas não para produtos tóxicos.

Na manhã desta segunda-feira (13), uma reunião foi convocada pelo prefeito da capital, Mauro Nazif, para a discussão das providências a serem tomadas. “Queremos decidir entre realizar uma coleta e enviar para um laboratório oficial, para verificar com que tipo de produto estamos lidando, ou responsabilizar diretamente a empresa, pois ela tem a obrigação de cuidar, ela é a responsável”, afirmou o secretário municipal de saúde, Domingos Sávio Fernandes.

Ana Oliveira, moradora do local, contou que viu quando funcionários da empresa retiraram galões com parte do produto, neste fim de semana. O filho dela, de 12 anos, foi uma das pessoas que deu entrada na UPA, com forte dor de cabeça, ânsia de vômito e ardência nos olhos. “A empresa afirmou que o produto não estava mais aqui, só que as pessoas continuam passando mal. Eles retiraram sete galões do caminhão. Tirei fotos, mas quando perceberam, fui expulsa do local. Meu filho passou mal por causa do cheiro e eu o mandei pra casa da minha tia”, diz a dona de casa.

Análise

A empresa anunciou que realizou uma coleta para fazer a análise química do produto, mas que só deve se pronunciar após o resultado, através dos advogados. O laudo sai em oito dias e será feito por outra empresa particular de Cuiabá (MT). A empresa garantiu que trabalha em cima da informação que existe na nota fiscal, e que se for comprovado que o produto não é o que está descrito, a responsabilidade será do fabricante, pois o manejo do produto foi realizado dentro das normas estabelecidas. A empresa já foi notificada pela Sema.

As famílias poderão retornar para os lares após a certeza de que o resíduo não fará mal aos moradores da area, que continuará isolada, segundo a Defesa Civil.

Fonte: G1

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