Coren almeja humanizar enfermagem

corenNo último dia 12 de maio foi comemorado o Dia do Enfermeiro. Já no próximo dia 20, comemora-se o Dia do Técnico e Auxiliar de Enfermagem. Em alusão às duas datas, esta é a Semana de Enfermagem em todo o território brasileiro. Em Porto Velho, atividades e reuniões com profissionais da área serão feitas entre os dias 27 e 29 de maio. Para a presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-RO), Ana Paula Santos Cruz, o momento é de reflexão.

De acordo com a presidente, a reflexão deve ser feita em torno da importância do profissional de enfermagem para a sociedade que forma o Estado de Rondônia. “Além das reivindicações sobre o que precisamos, como redução da jornada de trabalho para um bom atendimento, também queremos humanizar a profissão de enfermagem”, destacou. Para comemorar a data, a equipe do Coren-RO está fazendo visitas em todas as unidades de atendimento de Porto Velho para conversar com os profissionais e discutir o futuro da profissão. “Muitas vezes a enfermagem é vista de forma pequena, mas existe uma gama de especialidades do profissional enfermeiro que vão além das expectativas das pessoas”, afirma.

Ao exemplificar, ela destaca que na programação promovida pelo órgão haverá discussões que fogem do comum. “Há enfermeiros especializados em saúde da criança e urgências, mas há também aqueles que cuidam da saúde do índio, entre várias especialidades que precisam ser reconhecidas e valorizadas pela população”, diz Ana.

CERCA DE 15 MIL PROFISSIONAIS NO ESTADO

Ainda segundo a presidente Ana Paula Santos Cruz, do Coren-RO, há em todo o Estado de Rondônia cerca de 15 mil profissionais divididos entre técnicos, auxiliares e enfermeiros. “É importante valorizar a profissão do enfermeiro porque é ele quem recebe o paciente, que dá todo o primeiro cuidado e apoio. É um profissional que estuda muito para poder dar um atendimento de qualidade aos pacientes que chegam nas mais variadas unidades de atendimento em todo o Estado”, frisou.

coren1Ana ainda revela que a maior quantidade de enfermeiros concentrados está no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, na capital, mas que existem outros hospitais tão grandes quanto em outras cidades do Estado. “O maior número de enfermeiros em uma única unidade é o HB, mas há hospitais grandes em Cacoal e Vilhena, com boas estruturas e aparelhos modernos para atender à população”, declara.

No entanto, a presidente lamenta o fato de, apesar de haver instalações em cidades do interior, não ter profissionais suficientes para ocuparem estas unidades e atender à população. A coordenadora do Departamento de Fiscalização do Coren-RO, Marisa Miranda, afirma que a falta de profissionais acaba levando a situações em que um mesmo paciente é transferido de cidade em cidade até chegar a Porto Velho.

INTERIOR PRECISA DE MAIS ENFERMEIROS

Marisa afirma que é importante capacitar pessoas para que elas sejam levadas às cidades necessitadas em todo o Estado. “Há cidades, inclusive, que não tem médicos, mas há um enfermeiro que é treinado para determinadas situações, mas é fundamental que mais profissionais sejam enviados para estas áreas – assim como outros profissionais, como médicos”, destaca.

A presidente Ana Paula ressaltou que as reuniões nas unidades de atendimento vão seguir até a semana que vem. Ontem, a visita aconteceu na Unidade de Pronto Atendimento da zona Leste (UPA-Leste), que fica na avenida Mamoré. As próximas visitas acontecem no Hospital de Base e em unidades de toda a cidade. “Estamos presentes nas unidades, pois é onde os enfermeiros estão, onde há a demanda, e este contato é importante para o desenvolvimento de nossas ações”, destacou.

Ao ser perguntada sobre o futuro dos enfermeiros rondonienses, a presidente destacou a luta por um piso salarial justo, a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais – o que, segundo ela, acarretaria em melhora nos atendimentos – e um trabalho de enfermagem mais humano. “Uma enfermagem mais humana não são apenas profissionais capacitados que estão disponíveis a dar um abraço, dar um conforto, mas profissionais com boas condições de trabalho”, finaliza.

Fonte: Diário da Amazônia

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