sexta-feira, setembro 24, 2021

Duas doses da vacina da AstraZeneca têm proteção de 93,6% contra mortes por Covid

Duas doses da vacina da AstraZeneca têm proteção de 93,6% contra mortes por Covid, diz estudo

SÃO PAULO – Um estudo recente feito com dados de 61.164 moradores do estado de São Paulo com idades entre 60 e 79 anos e que receberam o imunizante AstraZeneca mostra que a vacina oferece alta proteção contra casos sintomáticos, hospitalizações e mortes de Covid-19.

© Shutterstock

A análise foi feita entre os dias 17 de janeiro e 2 de julho, época de alta circulação da variante gama (P.1).

O estudo usou informações de indivíduos com doença respiratória aguda e submetidos ao teste RT-PCR identificados nos bancos de dados de vigilância (e-SUS e Sivep-Gripe).

A estimativa da efetividade da AstraZeneca foi feita comparando quatro grupos: vacinados e não vacinados com PCR positivo para Covid-19 e os vacinados e não vacinados com resultado negativo.

“A principal mensagem desses resultados é o incremento que temos com o esquema vacinal completo. É muito importante porque sai de cerca de 62% para prevenção de óbito e vai para 94%. Reforça a ideia que é necessário o esquema vacinal completo para uma excelente proteção”, afirma o infectologista da Fiocruz, Julio Croda, que também é professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e membro do Centro de Contingência do Coronavírus do estado de São Paulo.

De acordo com a pesquisa, a eficácia da vacina da AstraZeneca 28 dias após a primeira dose é de 33,4% contra casos sintomáticos, 55,1%, hospitalizações e 61,8%, mortes.
Os percentuais tornam-se bem mais robustos 14 dias após a segunda dose: 77,9% contra casos sintomáticos, 87,6%, internações e 93,6%, mortes.

Croda lembra, porém, que todas as vacinas aprovadas são boas. “Todas protegem contra casos graves, hospitalizações e óbitos e qualquer variante, mas não existia esse dado para a gama. É o primeiro estudo de efetividade no Brasil para essa variante.”

CORONAVAC

Os pesquisadores também apresentaram novos dados de um estudo que avaliou a eficácia da Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, diante da alta circulação da variante gama.

O estudo foi feito de 17 de janeiro a 29 de abril com 43.774 moradores no estado de São Paulo acima de 70 anos e que receberam a Coronavac.

De acordo com os resultados, 14 dias após a aplicação de duas doses a efetividade da vacina foi de 41,6% contra casos sintomáticos, de 59% contra hospitalizações e 71,4% contra mortes.

Na faixa etária entre 70 a 74 anos, a eficácia da Coronavac contra casos sintomáticos é de 61,8%, de 80,1% contra hospitalizações e de 86% contra mortes.

No entanto, a proteção da Coronavac cai na população com 80 anos ou mais – 28% contra casos assintomáticos, 43,4% contra hospitalizações e 49,9% contra mortes.

“Os dados são melhores que os da vacina da gripe, que previne 40% de mortes para acima de 80 anos”, ressalta Croda.

Croda ressalta que não se pode comparar a AstraZeneca com a Coronavac. “Apesar da diferença nas estimativas, não há diferença entre as vacinas”, afirma.

Para o pesquisador ainda não há dados suficientes que apontem para a necessidade da revacinação. “Teremos que ficar de olho em duas populações: idosos e imunossuprimidos. E talvez profissionais de saúde. Pode ser que no idoso seja necessário [fazer a revacinação] porque ele responde menos ao longo do tempo. Os dados que temos até o momento apontam oito meses [de proteção] para a população em geral. Em um ano será que ela se manterá? Não temos como afirmar agora.”

 

 

 

 

Fonte: Folhapress

Publicação anterior

Advertisment

Outras notícias

Coluna Marisa Linhares 23 de setembro de 2021

CASAMENTO CIVIL Em Campo Grande/MS, na última terça-feira, DIA 21, minha filha caçula FERNANDA LINHARES TRAVENÇOLO se casou no civil com ALEXANDRE PAULITSCH, sócio proprietário...

Prova de vida do INSS precisa ser feita por 37 mil segurados em Rondônia até 2022; veja como

Caiu para 37 mil o número de rondonienses que precisa fazer a prova de vida, segundo levantamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)...

Feirante é presa por matar homem a tiros em Porto Velho: ‘Ele vivia me ameaçando’

Uma feirante foi presa nesta terça-feira (21) em Porto Velho suspeita de matar um homem identificado como André Marinho Oliveira, de 36 anos, em...