EDUCAÇÃO MUNICIPAL CONTINUA EM GREVE E O SINDICATO PEDE APOIO

GreveDesde a semana passada as aulas nas Escolas Municipais estão suspensas em Ouro Preto do Oeste, em razão da paralisação dos servidores de apoio do quando efetivo da Secretaria Municipal de Educação (SEMECE). Apenas duas escolinhas infantis estão funcionando no município.

Os servidores têm feito manifestação em frente à sede da prefeitura, realizando ‘apitaço’, e depois retornam para a sede do Sindicato, que fica a cerca de 200 metros da sede do Poder Executivo, na Praça da Liberdade. Assembleias são realizadas diariamente.

Nesta sexta-feira (12) a greve completa 12 dias e o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipal (STPMOP) ainda não conseguiu sensibilizar o Executivo a conceder ao menos o reajuste de 11,62% em forma de revisão salarial, pelo fato de haver trabalhador municipal recebendo abaixo de 1 salário mínimo.

A prefeitura alega que conceder aumento não é possível porque a folha salarial está acima do limite prudencial, e que só concede aumento se for para todos os servidores de apoio, e não apenas os da Educação. O Sindicato cobra resposta, e reclama que está havendo falta de vontade por parte da equipe técnica do primeiro escalão da prefeitura, em apresentar uma solução.

A entidade sindical pretende intensificar as ações para pressionar a administração a negociar, e quer envolver a Câmara de Vereadores, cobrando a suspensão das votações nas Sessões, até que ocorra a efetiva negociação.

Entre junho e julho de 2013 alguns vereadores de Ouro Preto do Oeste aderiram a essa proposta e trancaram a pauta e não votaram nada durante 20 dias, para forçar o então prefeito Alex Testoni a ceder e conceder a revisão, que só saiu em março do ano passado, mas não foi paga até hoje.

Outro reforço que o Sindicato espera contar é o de pais de alunos que estão fora de sala de aula, e começam a se preocupar com a falta de negociação entre as partes, que pode prejudicar o ano letivo. Pais que trabalham e tem crianças estudando nas creches estão encontrando dificuldades ainda maiores.

Alguns pais têm manifestado descontentamento nas redes sociais. É o caso de uma munícipe, Andréia Neves Oliveira que postou sua insatisfação com a situação: “meu Deus, o que iremos fazer com essa greve, nós mães que dependemos da creche maternal, onde vamos deixar nossos filhos para podermos trabalhar? Por favor, prefeita e sindicato ‘entrem’ num acordo logo, nós precisamos desse serviço e pagamos por ele, e não é barato os impostos”.

A moradora está revoltada e conclui: “infelizmente Ouro Preto, onde nasci, cresci estou vendo tudo ir de mal a pior, nunca senti tanta vontade de ir embora daqui como estou sentindo”.

Fonte: Correio Central

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