quarta-feira, junho 29, 2022

Em Rondônia e Acre, estados mais bolsonaristas do País, a esquerda deve levar lambada

CarlosSperança

COLUNA

A Royal Society, instituição britânica que desde 1660 é a vanguarda do desenvolvimento científico da Terra, é formada por homens..

A Royal Society, instituição britânica que desde 1660 é a vanguarda do desenvolvimento científico da Terra, é formada por homens sábios e líderes voltados ao progresso da ciência. Isaac Newton encantou os membros da RS com sua palestra sobre óptica e isso lhe valeu depois a presidência da entidade, imortalizado pelas três leis que levam seu nome, inclusive a da gravidade, representada pela também famosa maçã newtoniana.

Foi o apoio dado à ciência que levou o imperador Pedro II a ser chamado à instituição, em 1871. Depois dele, nenhum outro brasileiro chegou lá. O biólogo Peter Medawar, Prêmio Nobel de Fisiologia de 1960, nasceu no Brasil, mas tinha nacionalidade britânica. Neste 2022, entretanto, mais um brasileiro, Carlos Nobre – o primeiro depois de Pedro II – foi chamado a fazer parte da Royal Society. Embora seja um cientista brilhante, o próprio Nobre sabe que a convocação a fazer parte da RS se deve a um fator: suas preocupações com o futuro da Amazônia.

Com o Brasil atacado por descuidar da floresta, é salutar que um de seus defensores seja convocado a orientar a RS sobre o que deve ser feito para salvar a Amazônia e o mundo. Que a Lei de Nobre seja o início da recuperação da imagem do Brasil no exterior. A Amazônia nunca foi problema e será sempre uma solução. Mais que a Nobre, cabe ao governo e à sociedade brasileira, com boa diplomacia e ações, deixar isso bem claro.

A cotação

Temos pelo menos três pré-candidatos ao Senado engalfinhados na busca do apoio do presidente Jair Bolsonaro em Rondônia. De um lado, o candidato do PL-Vilhena Jayme Bagatolli (ultradireita), de outro a neobolsonarista deputada federal Mariana Carvalho (Progressistas –Porto Velho) considerada pelo bolsonarismo raiz como uma “comunista” e o ex-senador Expedito Junior (PSD-Rolim de Moura) que busca o apoio deste segmento, mas é rotulado de oportunista. A cotação vigente nesta peleja: Bagatolli favorito na busca de apoio dos Bolsonaros, Mariana tem alguma chance e Expedito um “sem teto” para o clã Bolsonaro.

Veja a situação

A tendência neste momento na peleja entre estes três pré-candidatos ao Senado é a seguinte: no segmento bolsonarismo vence Jayme Bagatolli; na capital que não é tão bolsonarista e tampouco evangélica, a vitória é de Mariana Carvalho e nos pequenos e médios municípios Expedito – que tem luz própria e não depende das bênçãos do presidente na campanha – vai liderando com grande folga a corrida para a única cadeira ao Senado em disputa. Se Mauro Nazif (PSB) entrar na peleja ao Senado, Marina vira uma “ai coitada! ” na capital. Se Raupp, que se faz de gato morto, enfrentar a disputa, ai coitado! para Expedito.

Disputa do CPA

Na disputa do Palácio Rio Madeira, sede do governo de Rondônia temos as primeiras conclusões da campanha em andamento. 1- Eleição será em dois turnos. Nenhum candidato tem força suficiente se garantir em turno único 2- Uma vaga para o segundo turno seria para o governador Marcos Rocha (União Brasil-Porto Velho) 3- A segunda vaga em disputa deverá ser polarizada entre o senador Marcos Rogério (PL- Ji-Paraná) e o atual deputado federal Leo Moraes (Podemos- Porto Velho). Neste embate já está claro que Leo Moraes sai na frente na capital, mas enfrentará a força Marcos Rogério no interior que tem dois terços do eleitorado rondoniense.

Frente de Esquerda

Seja em Rondônia ou no Acre, os estados mais bolsonaristas do País, a tendência da Frente Popular de Esquerda é levar lambada por aqui, mesmo com as bênçãos de Lula. No Acre, pelo menos a esquerda tem boas chances de emplacar a cadeira ao Senado, com o ex-governador Jorge Viana. Em Rondônia a tarefa é mais difícil com candidatos com menos estrutura. Na disputa ao governo estadual, seja lançando Vinicius Miguel (PSB) ou Daniel Pereira (Solidariedade) a esquerda apenas racha o eleitorado na capital com Leo Moraes.

As especulações

Na peleja a reeleição à Câmara dos Deputados, com bases em Porto Velho e na Zona da Mata e com o apoio do seu pai, Expedito Neto (PSD- Rolim de Moura) e o maior favorito para a reeleição. Sem Leo Moraes (Podemos), Mariana Carvalho (Progressistas) e Mauro Nazif (PSB), (este prejudicado pela configuração para o coeficiente eleitoral causada pela desistência de Jesualdo Pires) e possivelmente disputando o Senado, a capital pode se renovar na Câmara Federal emplacando Cristiane Lopes e Mauricio Carvalho, bem cotados. Temos ainda o coronel Chrisóstomo que vai depender do bolsonarismo raiz para seguir em frente em mais um mandato, mas se sabe que se trata de um segmento muito rachado.

Via Direta

*** Os Estados do Amazonas e do Pará vivenciam dias difíceis com as cheias da temporada. No Amazonas mais da metade dos seus municípios foram atingidos e as chuvas vão até junho *** Está confirma a candidatura a Assembleia Legislativa do vice-governador Zé Jodam (Rolim de Moura). Fará dobradinha a federal com Evandro Padovani (PSC-Vilhena), na dobradinha do agronegócio *** Por falar na peleja a Assembleia Legislativa, o deputado Jair Montes (Avante-Porto Velho) espichou suas bases para Nova Mamoré e seus distritos *** O ex-presidente da Assembleia Legislativa Maurão de Carvalho que deixou o MDB e ingressou no PTB estuda suas alternativas para a peleja 2022. É cogitado para disputar o Senado ou compor como vice na chapa de algum candidato ao governo estadual de ponteira * **As articulações em andamento estão a sete chaves.

https://www.diariodaamazonia.com.br/


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