Equipe de servidor do Campus Cacoal é selecionada em primeiro lugar no NASA Space Apps Challenge

Aconteceu no último final de semana, em Porto Velho, a hackathon da NASA Space Apps Challenge. A equipe liderada pelo servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Cacoal, Bruno Henrique, conseguiu o primeiro lugar para a etapa global.

A hackathon é uma maratona em que os participantes formam equipes para trabalhar de maneira intensiva na criação de soluções dentro do tema escolhido, a fim de resolver problemas reais, dentro do prazo de 48 horas.  Para este evento, a NASA abre sua base de dados colhidos em suas mais diversas missões e pesquisas, com os dados podendo sendo usados pelas equipes. Além de Bruno, participam da equipe campeã Ana Kézia Gomes da Silva, Márlon Grégori Flores Custódio, Kelverton Willes Ferreira dos Santos, Wlademir da Silva Pontalt Pereira e Felipe Hifram.

No IFRO Campus Cacoal, Bruno Henrique é Técnico de Laboratório/Química e discente do Curso Superior de Tecnologia em Agronegócio. “O foco do Maior Hackathon das Galáxias: Nasa Space Apps teve o intuito de promover e utilizar a criatividade para resolver em equipes os desafios propostos pela NASA. Equipes, no caso, multidisciplinares, para que pessoas com diferentes visões de mundo solucionem em conjunto esses desafios propostos. Assim a integração de conhecimentos, habilidades, diversificação de áreas e experiências foi de extrema importância para nossa equipe. Cada um aprendeu e ensinou aos outros na sua maneira, e creio que todos os integrantes da equipe como todos os participantes do evento, desenvolveram expertises, habilidades e conhecimentos a partir dessa saída de sua zona de conforto. E creio que o objetivo do evento foi este, desafiar os participantes para a inovação e resolução de problemas, para que todos acreditem que podem fazer a diferença no mundo”, conta o servidor.

O desafio escolhido pela equipe, nomeada como “Dumont Team” em homenagem ao brasileiro Santos Dumont, previa que os competidores projetassem uma aeronave baseada em um modelo já existente, mas que em sua composição houvesse uma redução ao valor mais próximo de zero no número de fios, plugins e conectores. Então, foi projetado um VANT/Drone que atendesse aos quesitos exigidos pelo desafio.

Em sua composição, a solução para o problema dos fios foi encontrada através da substituição dos mesmos por sensores (emissores e receptores de frequência). Dessa forma, os comandos enviados seriam interpretados entre a aeronave com bastante eficiência. Através da captação de energia por meio de placas solares, a equipe conseguiu abastecer uma bateria, que juntamente de um tanque de hidrogênio, teria energia o suficiente para fazer com que os propulsores (elétricos) funcionassem. Não somente os propulsores, mas toda sua parte elétrica.

O material usado para seu revestimento externo seria o grafeno, pois se trata de um dos materiais mais resistentes e leves já encontrados. Segundo a NASA, é um material impermeável e até 200 vezes mais forte que o aço. A principal função pensada pela equipe para ser dada ao projeto seria para auxiliar na missão ‘MARS 2020’, oferecendo um mapeamento mais preciso da superfície marciana, já que foi projetado para suportar tempestades de areia e baixas temperaturas. Além disso, o projeto foi pensado para ser totalmente modificável em seu interior, para que pudesse se adequar a diversas atmosferas e ambientes, inclusive uma submersão aquática.

O evento aconteceu em diversas cidades brasileiras e em mais outros 200 municípios do mundo. Em Porto Velho foram 250 pré-inscrições e 70 selecionados para participarem da maratona de 48 horas no Porto Velho Shopping. A equipe “Dumont Team” foi selecionada em primeiro lugar e participará agora da etapa global, com a participação de equipes selecionadas no Brasil e no mundo.

Assim como o servidor Bruno Henrique, participaram também do hackathon da NASA dois alunos concluintes do Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio do Campus Cacoal. Poliana Helena Santina Mundel Fantin e Anthony Muniz Prado de Oliveira.

Anthony ressaltou que mesmo não tendo conseguido a classificação, a participação foi muito enriquecedora. “A experiência com o evento é algo que levarei para toda vida. Passei por vários momentos de estresse devido a grande tensão com relação aos prazos de entrega das atividades do projeto. Ao segundo dia e último foi legal. Porém, o mais tenso pelo qual passamos, pois deveríamos terminar todo o processo de idealização da nossa proposta, o que foi muito difícil. Também conseguimos passar por isso e a avaliação dos professores individualmente foi o que mais me marcou”, relatou.

Segundo Poliana, as 48 horas da maratona de programação e desenvolvimento  envolviam desde questões sociais ou artísticas a tecnologias e ciências,  subdivididas em mais de 25 desafios. “Os grupos formados na hora possibilitaram a troca de experiência entre doutores, artistas, estudantes e curiosos, abrindo um grande leque de debates entre as equipes e o surgimento de ideias diversas integrando várias áreas do conhecimento”.

O grupo de ambos era formado por egressos do IFRO. “Simpatizamos com o desafio do lixo espacial, e propomos desenvolver um jogo 2D para conscientização das crianças a respeito do tema, com conceitos e dados resgatados diretamente do banco de dados da NASA. Desta forma, passando a necessidade de discussão dessa problemática de forma divertida e descontraída”, concluiu Poliana.

 

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