Escavadeira histórica da EFMM pode ser soterrada ou cair no rio, em RO

escavaUma escavadeira histórica da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, denominada ‘New Bucyrus’, está parcialmente presa em um barranco do Rio Madeira e corre risco de ser soterrada ou cair no rio, em Porto Velho. A máquina foi descoberta há dois anos, abaixo de um mirante da capital. Uma ação civil pública foi interposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE) para cobrar a retirada e proteção imediata da máquina.

A ação pretende obrigar União, governo estadual e prefeitura a retirar, restaurar, proteger e tombar a escavadeira centenária. Os órgãos exigem que os réus apresentem um plano de retirada da escavadeira em 15 dias e, posteriormente, resgatem o maquinário e a proteção do patrimônio histórico-cultural, para que fique disponível para visita da população.

Segundo o MPF, a ação resultou de um inquérito civil público que tentou buscar soluções para o problema, por meio de inspeções ao local, reuniões e recomendações. Porém, os responsáveis alegaram não haver recursos para a intervenção no local. A ação também pede o tombamento do equipamento e a aplicação de multa diária no valor de R$ 10 mil, em caso de descumprimento da decisão.

A procuradora federal, Gisele Bleggi questiona que existem vários órgãos dispostos a dar apoio técnico e fornecer mão de obra, mas não há quem queira arcar com as despesas da intervenção. Segundo a procuradora, nada foi feito concretamente para recuperar a peça histórica, desde 2013.

A máquina

A escavadeira encontrada tem número de série ‘1062’ e foi enviada para a Madeira Mamoré Railway Company, entre 13 e 17 de fevereiro de 1908, mesma época da construção do Canal do Panamá, conforme aponta dados do MPF. A máquina pesava quase 50 toneladas à época e media 8,4 metros de largura, com 9,93 metros de comprimento.

Funcultural

De acordo com a assessoria da prefeitura da capital, a Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural) ainda não foi notificada e aguarda o documento para se reunir com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e governo do estado, para elaborar um plano de retirada da escavadeira.

Segundo a assessoria, também será preciso avaliar se a retirada da máquina pode provocar novos desmoronamentos no local. O G1 não conseguiu localizar a assessoria do governo para comentar o caso.

Fonte: G1

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