Governador pede a Levy liberação do Proinvest

ReuniaoEm audiência na última semana com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em Brasília, o governador Confúcio Moura pediu agilidade na assinatura do aditivo referente ao Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (Proinvest), linha de crédito aberta em 2012 pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e operacionalizada pelo Banco do Brasil. Do contrato com o governo de Rondônia, no valor de R$ 439 milhões, o Ministério da Fazenda resta liberar aproximadamente R$ 120 milhões.

O governador disse que 17 Estados brasileiros estão na mesma situação, a maioria com obras paralisadas. Segundo ele, os recursos eram para ser liberados há dois anos. “Agora eu volto para o Estado disposto a negociar com os empresários, e vamos tocar as obras com os recursos próprios, e fazendo como a gente pode. Paralisar de vez é dar mais prejuízos ao Estado”, afirmou.

Confúcio disse ao ministro que os governadores querem contribuir com o desenvolvimento e o crescimento brasileiro, mas é preciso investimentos. “Sem os recursos mínimos, não se consegue restabelecer o crescimento econômico. A gente precisa desse mínimo garantido para movimentar a máquina nos Estados e municípios”, disse o governador.

Governadores discutem solução para crise no país

Ainda na última semana, o governador participou da quarta reunião do Fórum de Governadores do Brasil Central, em Campo Grande (MS), encerrada com os participantes comemorando a consolidação do bloco geopolítico. Além de tomar decisões práticas para avançar na busca por soluções comuns, o grupo concluiu que reúne condições de apresentar alternativas para o País. Segundo o governador de Rondônia, Confúcio Moura, a iniciativa indica soluções para o momento de incerteza pelo qula passa o Brasil.

Participaram, também, os governadores de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, que foi o anfitrião; de Mato Grosso, Pedro Taques; de Goiás, Marconi Perillo; do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg; e do Tocantins, Marcelo Miranda.
A melhoria da qualidade da educação foi tema predominante do encontro, apontada como mecanismo que pode fazer com que o País saia da crise atual.

“Somos uma reação positiva para não deixar a crise engolir os Estados ricos, os Estados produtores, como nós”, afirmou Confúcio ao avaliar as conclusões da reunião.

As semelhanças produtivas e regionais e a busca para as dificuldades em comum são, conforme Confúcio Moura, a lição que é oferecida ao Brasil, que, em sua análise, sofre com o marasmo da falta de ideias novas.

Já o governador Pedro Taques disse, a respeito das discussões em torno da melhoria da educação nos Estados, que o modelo utilizado em Goiás, elogiado em todo o País, é significativo e deve ser acolhido. “Não devemos tentar inventar a roda, ou seja, deixar de aplicar o sistema que dá certo e que já existe”, argumentou.

A reunião de Campo Grande consolidou o consórcio, uma vez que dois terços dos participantes aprovaram leis que asseguram a participação dos Estados no grupo.

Durante o encontro, procuradores dos Estados trabalharam paralelamente na redação do Estatuto do Consórcio e do contrato de rateio inicial do grupo que serão disponibilizados para apreciação dos participantes.

Fonte: Assessoria

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