Governadores dos nove estados que compõem a Amazônia estão em Brasília

EncontroMANAUS – Os governadores dos nove estados que compõem a Amazônia Legal estão em Brasília, onde encontram a presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira (30). Eles participam de reunião em Brasília com os governadores e uma vice-governadora de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. Esta é a primeira vez em seu segundo mandato que Dilma se reúne com os governadores de todas as regiões do país.

Os governadores começaram a chegar no Palácio da Alvorada por volta de 16h. Em seguida, a presidenta, junto com uma equipe de ministros, sentou-se à mesa da reunião e fez o discurso de abertura. Além de Dilma e do vice-presidente Michel Temer, ministros do Governo também integram o encontro, entre eles o da Fazenda, Joaquim Levy, o da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o do Planejamento, Nelson Barbosa, além de Cardozo.

Confira o que a presidente falou no encontro:

Política da cooperação

A presidente afirmou que o Brasil passou a exigir muito dos governos e dos serviços públicos, e que “nenhum governante pode se acomodar”. Neste sentido, Dilma aproveitou para enfatizar que diferenças políticas não podem se sobrepor aos interesses do país e que a cooperação entre os governos é uma obrigação constitucional.

“Nós devemos cooperar cada vez mais, independentemente de nossas afinidades políticas. A cooperação federativa é uma exigência constitucional, é uma exigência da forma como nós organizamos o Estado e a sociedade brasileira. Nós também devemos respeitar a democracia e somar forças e trabalhar para melhor atender a população”, acrescentou a presidenta.

Em um momento de baixa popularidade, rompimentos partidários e discussão sobre um possível impeachment, a presidenta ressaltou que ela e os governadores foram eleitos em um processo democrático em 2014, para mandatos de quatro anos, até 2018. “Todos nós temos deveres em relação à democracia, ao voto democrático popular. Fomos eleitos na última e maior mobilização democrática e, nessas eleições, assumimos compromissos perante o país e nossos eleitores”, disse.

Economia

Sobre a queda da arrecadação e à redução das receitas nos estados e na União, a presidente citou a queda no preço das commodities e o aumento do dólar. “Fomos obrigados, diante dos fatos, a promover o reequilíbrio no Orçamento. Estamos fazendo esforço grande”, afirmou Dilma, citando os contingenciamentos feitos pelo governo neste ano.

Também entraram na pauta os impactos da crise econômica sobre os “preços e a inflação”. “Não nego as dificuldades, mas afirmo que o governo federal tem todas as condições de enfrentar as dificuldades, os desafios e, em um prazo bem mais curto que alguns pensam, assistir à retomada da economia brasileira”, declarou ela.

Segurança

Encontro1Quanto a questão da segurança pública, Dilma afirmou ser necessária uma cooperação federativa, tendo como alvo as populações mais pobres, para frear o crescimento de homicídios. “Proponho uma cooperação federativa. Concentrada no esforço comum de todos nós, que integram os demais poderes do estado, em especial o Judiciário. [Precisamos] desenvolver políticas sociais e de segurança em populações vulneráveis”, defendeu.

Situação das penitenciárias

Outro ponto de cooperação entre os poderes defendida pela presidente é a redução do déficit carcerário e reintegração social do preso. Ela apontou que o Brasil tem um acelerado crescimento da população prisional de 7% ao ano, enquanto outros países estão reduzindo esse percentual e que é preciso ter estrutura para enfrentar esse problema.

“Temos hoje uma população prisional de mais de 600 mil detentos para um total de mais de 376 mil vagas, totalizando um déficit de um pouco mais de 231 mil de superlotação nas unidades prisionais. Além disso, é importante constatar que 41% desse total é de presos provisórios e que existem outros mais 460 mil mandatos de prisão não cumpridos”, alertou.

Congresso

A presidenta alertou os governadores sobre projetos em tramitação no Congresso e que poderão, se aprovados, gerar despesas que afetarão também os estados. “Sabemos que a estabilidade econômica é muito importante. E é uma responsabilidade de todos.

A União tem que arcar com esse processo e assumir suas necessidades e condições. E, ao mesmo tempo, consideramos que, como algumas medidas afetam os estados e o País, os governadores precisam participar. Tenho alguns projetos legislativos de grave impacto. Em algumas situações, assumi, vetando, o grave impacto no dinheiro público. Todas essas medidas terão impacto para os estados, sem sombra de dúvida”, enfatizou.

Fonte: Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA