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sexta-feira, julho 23, 2021

Governo vibra com sucesso do leilão para o novo Heuro, mas não informa local do prédio, nem quando começa a pagá-lo

PORTO VELHO – O primeiro passo concreto – fora das ações burocráticas que vinham sendo realizadas até o momento – para a construção do novo hospital de pronto socorro para atender casos de urgência e emergência foi dado nesta quarta-feira, 7. O leilão realizado pela B3 sob supervisão da Bolsa de Valores de São Paulo definiu o consórcio de empesas que vai adquirir o terreno e construir o prédio, com garantia de arrendamento pelo Governo do Estado por trinta anos. E o Estado vai pagar 2,88 milhões de reais por mês durante estes trinta anos, com manutenção do prédio às expensas dos construtores.

Ao final desse período contratual, o prédio será incorporado ao patrimônio do Estado.

Maquete do prédio do novo hospital de urgência e emergência de Porto Velho, cuja localização ainda não foi definida ou divulgada

Curiosamente, a matéria divulgada pela superintendência de Comunicação do Governo não informa alguns dados relevantes para o leitor ter um melhor ideia de como vai ser tocada esta obra. Não informa a localização do novo hospital, quando começam as obras, nem quando começa o desembolso das parcelas de 2 milhões e 880 mil reais mensais. Será a partir da assinatura do contrato ou só depois que os construtores entregarem o hospital pronto para entrar em funcionamento?

O novo hospital de urgência e emergência que será construído pelo Governo de Rondônia representa “um ganho grande para os rondonienses”. A nova unidade hospitalar será construída para melhor atender a população rondoniense e substituir o Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho, em funcionamento há mais de 35 anos.

O secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, destaca que a conquista do novo hospital representa a ampliação do potencial de atendimento, que contará com 399 leitos, dez modernas salas de cirurgia e 60 unidades de tratamento intensivo (UTIs). Atualmente, o João Paulo II, que necessita de ao menos 300 leitos, possui apenas 140, quatro salas de cirurgia e dez leitos de UTI.

Fernando Máximo compara ainda a boa estrutura de ressonância prevista para novo hospital de urgência e emergência, que não existe hoje no JP II. Caso dos meios em hemodinâmica para fazer os cateterismos cardíacos, angioplastia para implante de stentes no coração, angiografia e angioplastia cerebral, angiografia e angioplastia de artérias ilíacas – responsáveis pela irrigação sanguínea dos membros inferiores e da região pélvica – e outras artérias.

DESAFIO

Uma das primeiras incumbências que a Sesau recebeu, logo após a posse do governador Marcos Rocha, foi retirar os pacientes dos corredores e do chão do pronto-socorro. Máximo afirmou que foi organizada uma força-tarefa e providenciado o aluguel de leitos em hospitais privados. “Acontece que o antigo hospital e pronto-socorro é muito pequeno, tem apenas 140 leitos e nós precisamos de um hospital com mais de 300 leitos”.

Mas, apesar de todos os esforços, de vez em quando o hospital lota de novo e são realizadas novas forças-tarefas para transferir pacientes. “É uma preocupação constante do atual governo para que não se repitam os casos de pacientes no chão e corredores, como em gestões anteriores”, enfatizou.

O Pronto-Socorro João Paulo II tem mais de 35 anos de funcionamento

Ele admite não ser tarefa fácil, por causa do aumento da população e do número de traumas, pessoas baleadas, esfaqueadas, atropeladas e acidentadas que necessitam de atendimento no João Paulo II.

Boa parte dos problemas somente será resolvido com a construção do novo hospital, em virtude do JP II ser uma unidade com mais de 35 anos de funcionamento, nunca teve uma reforma completa porque sempre esteve muito lotado. Por isso “as reformas eram sempre muito simples e superficiais”, disse.

www.expressaorondonia, com informações da Secom – Governo de Rondônia e texto de Abdoral Cardoso e fotos de Frank Néry

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