Greve de funcionários da Suframa começa a afetar cinco estados na Amazônia

greveA greve dos funcionários da Superintendência da Zona Franca de Manaus começa a afetar o comércio de cinco estados na Amazônia. Já são 25 dias de paralisação.

Em frente ao posto da Suframa de Rio Branco falta espaço para tantas carretas. A greve dos funcionários do órgão atrasa a liberação das cargas em até 15 dias.

“Eu transportei as mercadorias em vários locais do país, mas essa situação aqui eu nunca tinha passado na minha vida”, diz o caminhoneiro Geovanni Tavares.

Os caminhoneiros dizem que perdem R$ 700 por dia parado. “A gente paga tudo aqui, desde banheiro, comida, até água para tomar”, destaca o caminhoneiro Waldir Oríbio.

Os funcionários da Suframa querem o mesmo salário que servidores de outros órgãos federais.

A Suframa atua em cinco estados da Amazônia. As empresas da região podem pagar menos impostos na compra de produtos industrializados de outros lugares. Para isso, a mercadoria tem que passar pela fiscalização do órgão.

No Acre, quem está com mercadoria retida na Suframa já teme não ter o que vender. “É preocupante em relação a produtos populares: refrigeradores, fogões”, afirma a gerente de loja Vanusa Albuquerque.

Uma concessionária trabalha apenas com o atual estoque de carros utilitários, que recebem incentivo fiscal na Amazônia, mas a indústria já informou que não vai autorizar o envio de novos carros enquanto a greve dos funcionários da Suframa durar.

A Associação Comercial do Acre diz que o abastecimento do estado já é complicado no período de chuvas e que a greve vai atrapalhar a reposição dos estoques. “O que a gente tem sentido hoje, tem passado por conta dessa greve tem afetado realmente bastante a economia local”, diz o presidente da Associação Comercial do Acre, Adem Araújo.

A Suframa declarou que considera justa a reivindicação dos funcionários e que trabalha pra reduzir o impacto da greve pra sociedade.

Fonte: Com informações Jornal Nacional

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