Homicídios caem 21,2% em dez anos

violenciaO Mapa da Violência divulgado na última semana pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) mostrou que cinco brasileiros morrem por hora em todo o País. No entanto, o relatório revelou que durante os dez anos de acompanhamento (2002-2012), o Estado de Rondônia diminuiu a taxa de homicídios por arma de fogo em 21,2% para cada 100 mil habitantes.

Para o secretário Antônio Carlos dos Reis, da Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), a queda no posicionamento de Rondônia no ranking é uma conquista, mas que a Sesdec ainda tem metas para diminuir ainda mais o número de mortes por arma de fogo no Estado. “Em comparação com o cenário brasileiro como um todo, esta diminuição é importante, pois caímos vários posições no ranking”, comentou o secretário.

Ele destaca que Rondônia era o quarto Estado com mais morte por armas de fogo em 2002 (quando o mapa da violência começou a ser elaborado) e, dez anos depois, em 2012, ocupava o 15º lugar no quesito violência. Para o secretário, esta diminuição é resultado de vários fatores, entre eles operações contínuas de combate ao tráfico de drogas no Estado e nas áreas de fronteira, prisão de foragidos da justiça, entre outras ações.

REDUÇÃO DE 48% NOS MUNICÍPIOS 

Apesar de o cenário ser positivo para Rondônia, o Mapa da Violência mostrou alta de um ano para o outro entre 2011 e 2012. O aumento de 17,1% no número de mortes por armas de fogo é visto pelo secretário como resultado do início da crise econômica. “A falta de oportunidades, entre outros fatores, podem levar pessoas a cometerem crimes, mas é importante frisar que há pessoas de má índole e não importa a situação do País para ela cometer um crime”, destacou Reis.

Ainda segundo o secretário, com relação à diminuição nos dez anos do Mapa, os crimes não estão relacionados apenas à questão do policiamento nas cidades, mas também à questões sociais e habitacionais. “Durante os dez anos em que houve a queda no número de homicídios, a economia gerou renda, o cenário estava melhorando, e isso tudo faz com que a criminalidade diminua”, explica.

Sobre cidades com aumento no número de crimes, o secretário apresentou um relatório mostrando que 48% dos municípios de Rondônia apresentaram redução na criminalidade, mas que um surto repentino de homicídios em cidades como Buritis e Vilhena ainda precisam passar por um levantamento para entender a situação. “Há cidades em que o crime aumentou, mas são casos isolados. Em Vilhena, por exemplo, precisamos ver o que está levando à alta da criminalidade”, destacou.

SESDEC APONTA CIDADES COM MAIS MORTES

O relatório apresentado por Reis, que compara o primeiro quadrimestre deste ano com o de 2014, destacou que as três cidades com o maior número de homicídios em Rondônia são Buritis, Vilhena e Ouro Preto do Oeste (em relação ao número total de habitantes). De acordo com o secretário, o primeiro lugar deste topo, Buritis, chegou a ser surpresa, pois a mesma cidade chegou a apresentar um período de 90 dias sem registros de homicídios em 2013.

Outro ponto levantado é a sensação de insegurança que existe no Estado e especificamente na capital. “Nós não temos uma iluminação pública de qualidade, ruas boas e isso tudo dá a sensação de insegurança. E facilita a ação do bandido”, afirma. Ele também destacou a questão do tráfico de drogas que precisa ser combatida, entre outros fatores. “Então para continuarmos a diminuir estes números, a Secretaria não está satisfeita e está sempre implantando metas ousadas de combate ao crime”, disse.

O Mapa da Violência também revelou que a morte de jovens por arma de fogo no Estado diminuiu 5,4% desde o início do estudo. E no ranking das 100 cidades com mais mortes deste tipo em todo o País, Buritis aparece em 15º lugar, enquanto Porto Velho surge em 92º. “De 100 cidades, temos duas no ranking. Não queríamos ter nenhuma, mas é importante destacar estas posições. E para eliminar todo o Estado de Rondônia da lista, continuaremos nossas operações de combate ao crime”, finalizou o secretário.

Fonte: Diário da Amazônia

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